Duarte Marques, deputado do PSD. Foto: DR

O deputado do PSD Duarte Marques responsabilizou o Governo e o PS pelo “caos” no Hospital de Leiria tendo criticado hoje no Parlamento a situação dos utentes do concelho de Ourém que, refere, “vão deixar de ser referenciados e encaminhados para o hospital de Leiria”.

A leitura do deputado assenta, pode ler-se em nota de imprensa, em “declarações do Administrador do Hospital e da própria Ministra da Saúde, tendo Duarte Marques afirmado que, “quando a referenciação livre se colocou e se abriu a possibilidade dos utentes de Ourém passarem a ser referenciados para Leiria, abrindo a liberdade de escolha, o Governo anterior rejeitou porque ainda não havia capacidade nem meios suficientes em Leiria para acomodar esta afluência e manter a qualidade do serviço”.

Responsabilizando o atual Governo por uma “situação onde quer os utentes de Leiria quer os de Ourém estão mais mal servidos do que estavam”, o deputado eleito por Santarém lembra que, “quando esta medida foi depois aprovada, o PSD perguntou se estava garantido o reforço de pessoal e de meios, pois só assim esta decisão seria uma boa solução para a população.”

“Pelos vistos não estavam assegurados os meios”, notou.

“A verdade é que a austeridade e as cativações de Mário Centeno sufocaram o Hospital de Leiria que está sem recursos e sem capacidade para dar respostas. Se a situação já era grave para este hospital sem os utentes de Ourém, pior ficou com a pressão de mais alguns milhares de utentes” pode ler-se na mesma nota, tendo o deputado defendido que “não se pode agora vir responsabilizar os utentes de Ourém pela situação do Hospital de Leiria”, tendo considerado que estes “não são os culpados mas são os mais prejudicados.

O deputado do PSD questionou no Parlamento a Ministra da Saúde sobre o que a governante “pretendia fazer para reforçar os meios e recursos do Hospital de Tomar e para reforçar os meios no centro de saúde de Ourém”.

Segundo escreve Duarte Marques, na mesma nota, “a Ministra Marta Temido respondeu que o Governo está a estudar os movimentos dos utentes do concelho de Ourém para tomar a melhor decisão, reconheceu que não foram dados ao hospital os meios suficientes para manter a qualidade da resposta perante o aumento do fluxo de utentes, e prometeu uma solução para breve”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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