Proteção Civil de Santarém aciona Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo. Foto: Filomena Luís

“Os caudais do Tejo ultrapassaram os 1.500 metros cúbicos por segundo (m3/s) no Almourol (Vila Nova da Barquinha) e tivemos de fazer a ativação do Plano [Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo] muito mais por prevenção e precaução”, disse na sexta-feira à Lusa David Lobato, comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo.

A decisão foi tomada às 20:00, depois dos valores previstos atingirem o limite para ativação do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo (1.500 m3/s), tendo o responsável dado conta que as três barragens (Castelo do Bode, Fratel e Pracana) “em conjunto, estavam a debitar 2.600 m3/s às 20:00”, tendo causado inundações de algumas zonas ribeirinhas e motivado o resgate de três pastores nas margens do Tejo, na zona de Alvega (Abrantes).

A Proteção Civil aponta a “precipitação que se tem sentido em Portugal”, e as “descargas das barragens e afluentes da bacia hidrográfica do Tejo” como os fatores que geraram um “aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo e seus afluentes”.

O responsável pelo Comando Sub-regional da Proteção Civil disse que o Alerta Azul é o mais baixo de uma escala de quatro, tendo acrescentado que, para as próximas horas, “prevê-se um aumento dos caudais debitados pelas barragens, o que potencialmente contribuirá para um aumento dos níveis registados no rio Tejo”, o que veio a suceder no sábado, estabilizando a partir desse dia.

David Lobato, comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo. Foto: DR

ÁUDIO | DAVID LOBATO, COMANDO SUB-REGIONAL PROTEÇÃO CIVIL MÉDIO TEJO:

Neste sentido, a proteção civil aconselha a população e serviços municipais de proteção civil, bem como solicita aos órgãos de comunicação social, para que “continuem a alertar a população para as medidas de autoproteção em caso de cheias”.

A Proteção Civil pede à população para retirar das zonas confinantes das linhas de água, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, retirar os animais para locais seguros, não atravessar, com viaturas ou a pé, estradas ou zonas alagadas, e que desenvolvam as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens.

De acordo com a informação dos Comandos Sub-Regionais da Lezíria do Tejo e Médio Tejo, que estão a monitorizar a situação, verificavam-se na sexta-feira constrangimentos no município de Constância, com a submersão de parte do parque de estacionamento junto ao Rio Zêzere, no município da Barquinha, com a submersão do parque de estacionamento de Almourol, e no município de Torres Novas, estando a Estrada das Cordas submersa.

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c/LUSA

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