Portugal vai entrar na hora de inverno na madrugada de domingo, 25 de outubro, com os relógios a atrasarem 60 minutos. Às 02h00, no continente e na Madeira, os ponteiros recuam para a 01h00, permitindo uma hora adicional de descanso.
A mudança para a hora de inverno acontece na madrugada de sábado para domingo, 25 de outubro, quando termina o período da hora de verão. A alteração abrange Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, embora com diferenças na hora local em que os relógios são ajustados.
De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), no continente e na Madeira, quando forem 02h00, os relógios devem ser atrasados uma hora, passando a marcar 01h00. Nos Açores, a mudança ocorre à 01h00, com os relógios a recuarem para a meia-noite.
A alteração significa que a madrugada de domingo terá 25 horas, permitindo, na prática, dormir mais uma hora. Em contrapartida, o anoitecer passará a ocorrer mais cedo, segundo a hora oficial, embora também se verifique maior luminosidade nas primeiras horas da manhã.
A mudança é efetuada automaticamente na maioria dos telemóveis, computadores e outros equipamentos eletrónicos ligados à rede. Já os relógios analógicos e os dispositivos sem atualização automática terão de ser acertados manualmente.
A hora de inverno vai manter-se até ao último domingo de março de 2027, dia 28, quando os relógios voltarão a ser adiantados 60 minutos, assinalando o regresso à hora de verão.
Fim da mudança da hora continua sem acordo europeu
A mudança sazonal da hora mantém-se em vigor nos países da União Europeia, apesar de uma proposta apresentada pela Comissão Europeia, em setembro de 2018, para acabar com o acerto dos relógios duas vezes por ano.

Em março de 2019, o Parlamento Europeu pronunciou-se favoravelmente à eliminação das mudanças sazonais, mas a medida continua sem aprovação definitiva, por falta de entendimento entre os Estados-membros no Conselho da União Europeia. Não existe, até ao momento, um calendário definido para a adoção dessa alteração.
A proposta surgiu num contexto de debate sobre os benefícios da mudança da hora, inicialmente justificada por razões de poupança energética, mas progressivamente questionada quanto aos seus efeitos na saúde, nos hábitos de sono e na organização da vida quotidiana.
Enquanto não existir uma decisão europeia, Portugal continuará a ajustar os relógios duas vezes por ano, no último domingo de março e no último domingo de outubro, de acordo com a legislação em vigor.
A informação oficial sobre a hora legal e as próximas mudanças pode ser consultada no Observatório Astronómico de Lisboa
