Hugo Hilário (PS) venceu as eleições autárquicas em Ponte de Sor conseguindo manter a maioria absoluta mas perdendo votos, embora mantenha os seis vereadores na Câmara Municipal conquistados em 2017. A CDU é a segunda força política mantendo um vereador mas também perdendo votos em relação às últimas eleições para o poder local. O partido Chega foi a terceira força mais votada – sem que isso tenha valido qualquer mandato – à frente da coligação PSD/CDS-PP e Bloco de Esquerda (BE).
Para a Câmara Municipal o PS conseguiu 64,08% dos votos elegendo 6 vereadores mas perdendo 1174 votos para a Câmara Municipal em relação às autárquicas de 2017. A CDU mantém-se como segundo partido mais votado com 14,34% dos votos mas também acusando perda de 433 votos em relação às últimas eleições para o poder local, elegendo um vereador. O Chega obteve 7,21% dos votos, o PSD/CDS-PP 6,28% e o BE 3,42%. Estes dois últimos partidos também veem diminuir o eleitorado em 2021.
O PS volta a ser o partido mais votado para a Assembleia Municipal, órgão para o qual elegeu 14 deputados municipais, a CDU conseguiu três mandatos, o PSD/CDS-PP dois, o Chega um deputado municipal e o BE igualmente um deputado municipal.
Nas cinco Assembleias de Freguesias do concelho de Ponte de Sor, o PS venceu quatro, sendo que Galveias mantém-se comunista, com a CDU a conquistar 46,92% dos votos e o PS 41,23%.
Em Montargil ganha o PS com 53,03%, seguido da CDU com 31,63% dos votos. O PSD é a terceira força política e o BE a quarta mas ambos não validam qualquer mandato.
Socialista é também a Assembleia de Freguesia de Foros de Arrão, tendo o PS conquistado 49,905 dos votos e a CDU 47,31%.
A União de Freguesias de Ponte de Sor, Tramaga e Val de Açor é igualmente conquistada pelo PS com 64,51% dos votos, seguida do PSD/CDS-PP com 12,67%, na terceira posição a CDU com 11,52% e o BE com 5,18%.
O PS ganha também a Junta de Freguesia de Longomel com 70,16% dos votos, a CDU é a segunda força política com 14,21% e o PSD/CDS-PP a terceira conseguindo 11,90%.
Ainda assim, o PS é o principal derrotado das eleições autárquicas no distrito de Portalegre, ao perder os municípios de Elvas e Alter do Chão e “falhar” a conquista da câmara capital de distrito, ganha pela coligação PSD/CDS-PP.
Dos 15 concelhos do distrito de Portalegre, os socialistas ‘seguraram’ Ponte de Sor, Gavião, Crato, Nisa, Sousel e Campo Maior), mas perderam as câmaras de Elvas, que era liderada por Nuno Mocinha, para o Movimento Cívico por Elvas, encabeçado pelo antigo autarca socialista José Rondão Almeida, e Alter do Chão, para a coligação PSD/CDS-PP, liderada por Francisco Miranda.
Das seis câmaras em que ganhou, o PS alcançou maiorias absolutas em cinco: Nisa, Ponte de Sor, Gavião, Campo Maior e Sousel.
O partido Chega concorreu a 13 das 15 câmaras, tendo obtido no global do distrito 5,04%, sendo que em Ponte de Sor foi a terceira força mais votada – sem que isso tenha valido qualquer mandato -, atrás de PS e PCP-PEV, mas à frente da coligação PSD/CDS-PP e Bloco de Esquerda (BE).
C/Lusa
