A edição deste ano assinalou os 30 anos de parceria entre o Município de Ponte de Sor e o Festival Sete Sóis Sete Luas. Foto: DR

A cantora e atriz napolitana Fiorenza Calogero encerra este sábado, em Foros de Arrão, a programação de 2026 do Festival Sete Sóis Sete Luas no concelho de Ponte de Sor, com um concerto dedicado à tradição musical de Nápoles. A entrada é livre.

O espetáculo tem início às 17h00, no CIMFA, e fecha cerca de três meses de programação do festival no concelho, que desde junho levou música, circo e dança a Ponte de Sor e a várias freguesias.

Fiorenza Calogero é uma cantora e atriz italiana com um percurso ligado à pesquisa e interpretação da canção napolitana, num repertório que atravessa desde a tradicional “villanella” até compositores contemporâneos. A artista tem conciliado uma carreira musical a solo com uma intensa atividade no teatro.

Natural de Nápoles, foi distinguida em 2001 com o Prémio São Vicente de melhor intérprete com a canção “Indifferentemente” e, em 2007, representou a música napolitana nas comemorações do Dia de Colombo, em Nova Iorque. Dois anos depois participou em “Passione”, filme realizado por John Turturro e dedicado à música de Nápoles.

Fiorenza Calogero leva sons de Nápoles ao fecho do Sete Sóis Sete Luas em Ponte de Sor. ©Pino Miraglia

O concerto deste sábado encerra a 34.ª edição do Sete Sóis Sete Luas em Ponte de Sor, cuja programação arrancou em 20 de junho com “Somos”, da companhia espanhola Circuspunto, e passou depois por diferentes localidades do concelho com propostas oriundas de vários países do Mediterrâneo e do mundo lusófono.

Entre os momentos da edição estiveram o concerto do italiano Ambrogio Sparagna, a Med 7Luas26 Orkestra, produções musicais internacionais apresentadas em diferentes freguesias, o circo aéreo da companhia francesa Les P’tits Bras e, já em setembro, as atuações do Barcelona Flamenco Ballet e da companhia espanhola La Banda de Otro.

A edição deste ano ficou também marcada pela celebração dos 30 anos de parceria entre o Município de Ponte de Sor e o Festival Sete Sóis Sete Luas, assinalados em junho no Centro de Artes e Cultura. Ao longo de três décadas, a colaboração tem promovido o intercâmbio entre artistas e comunidades do Mediterrâneo e do mundo lusófono.

Além da programação aberta ao público, o festival voltou a incluir concertos de solidariedade em instituições do concelho, numa vertente destinada a aproximar os artistas das comunidades locais.

Fiorenza Calogero leva sons de Nápoles ao fecho do Sete Sóis Sete Luas em Ponte de Sor. ©Pino Miraglia

Ponte de Sor integra a rede internacional Sete Sóis Sete Luas, presente em cidades de países como Portugal, Espanha, França, Itália, Croácia, Eslovénia, Marrocos, Tunísia, Brasil e Cabo Verde e orientada para o diálogo intercultural, a mobilidade dos artistas e a criação de produções originais.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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