Foto: DR

Carlos Saramago nasceu em Abrantes em 1972, e reside em Mação. Autodidata, começou a pintar desde muito cedo e nos tempos de escola foi-lhe reconhecido o talento para as artes. Após as primeiras experiências com desenhos, contou com o apoio do professor Manuel Pina, que o incentivou a empenhar-se na pintura.

Há mais de 30 anos, mais propriamente em 1989, Carlos Saramago começou a expor os seus trabalhos e em 1990 esteve entre a Suíça e Itália, e por ali permaneceu durante quase 3 anos.

Em Ascona tornou-se amigo do pintor Rotilio Giorgio, artista, decorador e professor; foi ali que conheceu também o artista e mestre Otto Bachmann. Com estas duas referências Carlos Saramago aprendeu as técnicas sobre pintar a óleos e acrílico. Em Ascona expôs na galeria AAA, com grandes nomes de arte internacionais.

Em 1993 volta a Portugal e começa a pintura de rua, como caricaturista em praias.

Carlos Saramago vive em Mação. A sua obra carateriza-se pela tendência pelo surrealismo. Foto: DR

Durante mais de 25 anos entre retratos e pintura, Carlos Saramago desenvolveu um estilo próprio, com tendência do surrealismo. A Câmara Municipal de Mação, reconhecendo a sua obra e uma história de vida pautada por altos e baixos devido a doença rara – que afeta principalmente as mãos (epidermólise bolhosa) – com a qual se tem debatido, editou o livro “Carlos Saramago…de Mação para o Mundo”.

A arte de Carlos Saramago, também curador independente, prevalece em coleções particulares e públicas, desde fotografia, pintura, vídeo, desenhos ao vivo e instalações, sendo que conta com dezenas de exposições em território nacional e internacional, integrando recorrentemente coletivos de arte.

A exposição estará patente até dia 23 de setembro, podendo ser visitada todos os dias entre as 18h00 e as 22h00 no foyer do Teatro José Lúcio da Silva.

Na ocasião haverá também oportunidade de adquirir algumas obras selecionadas do artista.

Mais sobre o trabalho do pintor em https://www.facebook.com/SaramagoCarlos

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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