Paulo Costa, pescador amador, irritou-se com a quantidade de fios e canas partidas e decidiu investir em material mais resistente e apropriado para a pesca de peixes que sabia serem grandes. No açude de Abrantes, no Tejo, confirmou o que se suspeitava ao apanhar dois peixes à cana, um de 15 e outro com 25 quilos e mais de 1,5 metros de comprimento: “As águas do rio Tejo estão minadas de siluros, são peixes gigantes, e alguns com mais de 50 quilos”, afiança.
Pescador amador, Paulo Santos Costa dedica-se à pesca aos fins de semana e preferencialmente junto do açude de Abrantes, “200 metros para cima, 200 metros para baixo”, em busca de lúcios-perca. O que não contava era com as lutas que teria de travar quando peixes “maiores do que a conta” lhe fisgavam o isco: “Em 3 semanas seguidas destruíram uma cana de carbono e perdi a conta aos fios que me partiram. E pensei em investir em fios mais fortes e numa cana e um carreto mais resistente para apanhar um bicho destes. Apanhei dois seguidos, um dos quais com 25 quilos, mas já lá vi peixes maiores ainda. Há ali siluros com mais de 50 quilos”, destacou.
“São peixes muito grandes, com muita força e que quando ferram vão para o fundo do rio, e rebolam e batem nas rochas até se soltarem. É preciso ter muita força, mas também técnica e bom material para agarrar um bicho destes à cana. É um bicho mau. Pesco aqui há muitos anos e nunca tinha visto nada assim”.
Paulo não aprecia os peixes-gato (siluros) e ofereceu um dos peixes que apanhou. Os próximos que pescar, afiança, vai “devolver à natureza”.
“Não quero mais siluros ou peixe-gato, mas sim o lúcio-perca. “Espero que este número anormal de siluros no rio seja um fenómeno transitório, decorrente do aumento dos caudais do Tejo.
**Republicada no âmbito de alguns trabalhos a que voltamos a dar destaque e que foram publicados no jornal mediotejo.net entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016
