Peregrinação a Fátima mobiliza 300 bombeiros e 700 militares da GNR. Foto arquivo: DR

Cerca de 300 operacionais de mais de três dezenas de corporações de bombeiros dos distritos de Santarém e Leiria estão envolvidos, a partir de quinta-feira, na Operação Fátima 2022 da Proteção Civil, anunciou hoje a Autoridade Nacional. A GNR, por sua vez, vai ter um drone e 700 militares na operação da peregrinação de 13 de maio em Fátima.

Esta operação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) é acionada através do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém e tem a duração de dois dias, “no decurso dos quais será assegurada a prestação de assistência e socorro aos milhares de peregrinos que se deslocam ao Santuário de Fátima para as cerimónias religiosas”, acrescentou aquele organismo em comunicado.

Segundo a ANEPC, a operação visa “aumentar a capacidade e rapidez de intervenção dos dispositivos que materializam o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), bem como, assegurar uma coordenação institucional efetiva e permanente no âmbito das estruturas de proteção civil”.

Por outro lado, pretende, também, “garantir a mobilização, prontidão, empenhamento e gestão do emprego dos meios e recursos de proteção e socorro e antecipar as capacidades de reforço especializado”.

Além dos elementos das corporações de bombeiros, estão também envolvidos o Serviço Municipal de Proteção Civil de Ourém, a Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, o Instituto Nacional de Emergência Médica, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Guarda Nacional Republicana e o Corpo Nacional de Escutas, além de outras entidades como a Associação de Servitas de Nossa Senhora de Fátima e o Agrupamento do Centro de Saúde do Médio Tejo.

Durante os dois dias da operação, a ANEPC terá um posto instalado no Colégio de São Miguel, em Fátima.

Entretanto, nesta operação a Autoridade Nacional destacou “o apoio da VOST Portugal, que desenvolveu, no âmbito da parceria que tem com a ANEPC, uma ferramenta de apoio à decisão (…), e que permite obter informações em tempo real, bem como enviar informações aos peregrinos” através de um canal de Telegram criado para o efeito (https://bit.ly/fatima_2022).

“Neste momento, a plataforma monitoriza mais de 50 grupos de peregrinos, em tempo real, permitindo uma melhor gestão dos fluxos nos postos de apoio espalhados pelo país”, revelou a ANEPC, acrescentando que “além desta ferramenta de apoio à decisão, foi disponibilizado um mapa interativo para apoio aos peregrinos com informação dos postos de apoio, bem como dos serviços que os peregrinos podem usufruir nos mesmos, e que pode ser consultado em https://mmfatima.pt/peregrinos-a-pe/”.

Drone e 700 militares na operação da GNR na peregrinação de 13 de maio em Fátima

A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai contar com um drone nas operações de segurança da peregrinação de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima, revelou o coronel Gonçalo Carvalho, comandante do Comando Territorial de Santarém daquela força.

Este responsável adiantou hoje, em conferência de imprensa, que, além do Comando de Santarém, nas operações de segurança, que se prolongam até dia 15, domingo, vão estar envolvidos o Comando de Leiria, a Unidade Nacional de Trânsito ou a Unidade de Intervenção, num total de 700 militares da Guarda.

Equipas apeadas, de bicicleta ou a cavalo, bem como meios cinotécnicos, vão estar em permanência na cidade de Fátima até domingo, na segunda fase da operação Peregrinação Segura 2022, cuja primeira fase se iniciou no dia 30 de abril e termina na quinta-feira.

Segundo o tenente-coronel João Fonseca, das Relações Públicas da GNR, a primeira fase teve como objetivo “garantir a segurança dos peregrinos em deslocação para Fátima”, enquanto a segunda fase, que começa na quinta-feira e termina no domingo, visa a segurança “das celebrações no Santuário e dos peregrinos em Fátima”.

Quanto à afluência de fiéis nesta que é a primeira grande peregrinação à Cova da Iria depois de eliminada a maior parte dos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19, outro responsável da GNR, o tenente-coronel Duarte da Graça, apontou para “um número próximo do que se registou em 2019”.

Será, segundo aquele oficial, “uma afluência significativa, idêntica à registada no período pré-pandemia”, acrescentou.

Questionado sobre se a situação de guerra no Leste da Europa aumenta o nível de preocupação quanto à segurança da peregrinação, o coronel Gonçalo Carvalho admitiu haver “cuidados acrescidos”, embora sublinhasse que “o risco é idêntico a situações anteriores”.

A conferência de imprensa da GNR, no Santuário de Fátima, foi aproveitada para lembrar os habituais conselhos aos peregrinos a pé e aos automobilistas, nomeadamente quanto à necessidade de circulação em segurança nas estradas que, de norte a sul, estão a ser percorridas rumo à Cova da Iria.

A peregrinação de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima é presidida pelo arcebispo Edgar Peña Parra, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano.

Esta peregrinação “marca o regresso de uma série de iniciativas próprias das peregrinações de verão, como o acolhimento dos doentes e dos peregrinos a pé”, informou o Santuário, explicando que, “nos últimos dois anos, devido à pandemia, não foi possível oferecer estes dois serviços por razões sanitárias, mas este ano, mantendo alguma prudência como o uso da máscara no posto de socorros e no lava-pés, o Santuário e o seu grupo de voluntários acolherão estes dois grupos de peregrinos”.

Por outro lado, também os peregrinos estrangeiros vão poder participar nas missas celebradas nas sete línguas oficiais do Santuário de Fátima, na Capelinha das Aparições, estando inscritos, entre outros, grupos de Itália, Brasil, Estados Unidos, México, Alemanha, Polónia, Espanha, Áustria, Cabo Verde, Coreia do Sul, El Salvador, Equador, Gibraltar e Panamá, além de muitos de Portugal.

O presidente da celebração, Edgar Peña Parra, de 62 anos, é diplomata da Santa Sé desde 1993, sendo de origem venezuelana.

Atual substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, serviu como Núncio Apostólico no Paquistão, entre 2011 e 2014, e em Moçambique, de 2014 a 2018.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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