A falta de médicos de família é um problema com muitos anos no Médio Tejo, sendo Alcanena um concelho onde 63% da população não tem médicos de família atribuído. Foto arquivo: mediotejo.net

A Direção da Organização Regional de Santarém (DORSA) do PCP considerou esta semana que o concurso para médicos de família e de saúde pública, aberto pelo Governo no dia 09 de janeiro, “fica aquém das necessidades do distrito de Santarém”.

Em comunicado, a DORSA refere que, das 220 vagas abertas – 196 para Medicina Geral e Familiar (MGF) e 24 para Saúde Pública (SP) -, ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lezíria couberam “apenas duas vagas de MGF e zero de SP”, enquanto para o ACES Médio Tejo foram abertas quatro vagas de MGF e zero de SP.

“Numa altura em que, aproximadamente, 1,5 milhões de utentes em Portugal não tem médico de família, sendo 100 mil residentes no distrito de Santarém, o número de vagas abertas para MGF está muito aquém das reais necessidades”, afirma o comunicado, o qual salienta o facto de “o número de vagas ser inferior ao número total de candidatos a concurso”.

Por outro lado, segundo o PCP, a situação em matéria de profissionais de Saúde Pública “é dramática” na Lezíria, onde apenas existem três médicos desta especialidade quando deveriam existir oito, sendo que, no Médio Tejo, dos oito necessários apenas existem cinco, e, em ambos os ACES, “não houve abertura de concurso”.

Agência de Notícias de Portugal

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