Primeiro, pensou que se tratava de um engano. Mas depois releu o e-mail, como quem se belisca procurando ter a certeza, e era mesmo verdade: era ele o vencedor do Prémio de Melhor Cartaz na “Theatrical Posters – Armenia International Biennale”. A distinção foi anunciada numa cerimónia em Erevan, esta quinta-feira, 10 de setembro, entre os 203 cartazes em competição de 194 designers, nas áreas do teatro, dança, música, ópera, ballet, performance e festivais, numa edição à qual concorreram mais de 800 criadores de todo o mundo.
Natural de Tomar, onde vive, e a trabalhar em Abrantes, no Estúdio Tipo-Grafia, Paulo Graça foi premiado com o trabalho que desenvolveu para a segunda edição do Arado – Festival de Dança e Artes Performativas, que se realizou em julho em Ferreira do Zêzere. Sobre o significado deste reconhecimento internacional, sublinha o efeito que pode ter além-fronteiras: “É interessante perceber que uma peça criada em Tomar ou no Médio Tejo consegue chegar a outros contextos e ser reconhecida por pessoas que estão a milhares de quilómetros de distância.”
O conceito do cartaz premiado procurou, através da ilustração e do design, “encontrar uma linguagem que tivesse uma relação direta com a dança, não apenas através da representação do corpo, mas através do próprio gesto e do movimento”, explica ao mediotejo.net. Paulo Graça foi introduzindo “o erro e o acaso” como parte do processo criativo, “quase como se o próprio desenho pudesse ser uma pequena coreografia”.
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Aos 40 anos, e com quase 20 anos de carreira, Paulo Graça tem uma forte ligação à produção cultural da região, colaborando com projetos como o Festival Bons Sons, em Cem Soldos, tendo sido também cofundador e diretor do Planos – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Tomar, que este ano terá a sua 10ª edição.


Como foi receber a notícia deste prémio, uma distinção entre 194 designers de todo o mundo? É um momento que acaba por funcionar também como validação do seu percurso profissional?
A primeira sensação que tive foi de que se tinham enganado no destinatário do email… Não esperava de todo receber esta distinção. Nunca tinha participado nesta competição, mas o cartaz do Arado integrava-se bastante bem naquilo que o concurso procurava, por isso decidi arriscar. Concorreram mais de 800 designers e o facto de ser um dos 194 em competição já foi por si uma pequena vitória. O prémio acabou por ser um bónus. É, naturalmente, uma distinção importante e fico muito feliz com o reconhecimento. Pode também ser vista como uma validação do meu percurso profissional, embora não tenha pensado muito nisso dessa forma. Sinto sobretudo que valida o projeto em si, e todo o processo que esteve por detrás dele.
Conte-nos um pouco como foi o processo criativo deste trabalho. Qual foi a génese da ideia? O cliente aprovou logo o que apresentou?
Este cartaz faz parte de uma identidade visual mais ampla para o Arado, e essa identidade foi imediatamente aprovada. O ponto de partida foi o próprio nome do festival e a ideia de “abrir caminho”: criar espaço para o crescimento, para a transformação e para novos percursos. A partir daí, tentei encontrar uma linguagem que tivesse uma relação direta com a dança, não apenas através da representação do corpo, mas através do próprio gesto e do movimento.
A identidade constrói-se por isso a partir de uma tensão entre o controlo e o acaso. Há formas mais definidas, mas também muitas texturas e marcas criadas de forma bastante espontânea. Algumas foram mesmo feitas com a mão não dominante ou com os pés. Interessava-me introduzir o erro, a surpresa e a dimensão física do processo, quase como se o próprio desenho pudesse ser uma pequena coreografia. A tipografia manuscrita segue também essa lógica, com diferentes ritmos, pressões e continuidades, funcionando quase como uma extensão do corpo.
Depois, todos estes elementos foram sendo combinados em diferentes camadas, criando uma identidade que está sempre em movimento e que pode assumir diferentes configurações. Queria que a linguagem visual tivesse essa dimensão performativa: que não fosse apenas uma imagem sobre dança, mas que tivesse dentro dela alguma coisa do próprio processo de dançar.
Por norma, não gosto muito de apresentar várias propostas para o cliente escolher. Prefiro apresentar aquilo onde o processo criativo me levou. Há uma viagem muito interessante entre a primeira ideia e o resultado final, e é essa viagem que gosto de partilhar. Neste caso, felizmente, o cliente percebeu imediatamente a proposta e a identidade foi aprovada à primeira. O cartaz acabou por ser uma das aplicações desse sistema visual.

De que forma pode este prémio abrir novas portas ou oportunidades no seu percurso profissional?
Não é algo a que consiga responder com certezas. Este tipo de concursos acaba sempre por dar uma maior visibilidade ao nosso trabalho e, de certa forma, já me trouxe alguns novos contactos. Se isso se vai traduzir em novas oportunidades concretas, ainda não sei.
Aquilo que me interessa sobretudo é que o trabalho possa ter um percurso para além das nossas fronteiras e não fique circunscrito apenas à região onde vivo e trabalho. É sempre interessante perceber que uma peça criada em Tomar ou no Médio Tejo consegue chegar a outros contextos e ser reconhecida por pessoas que estão a milhares de quilómetros de distância.
Por outro lado, há também um efeito mais pessoal: este tipo de reconhecimento dá-nos confiança. Dá-me vontade de arriscar um pouco mais nos próximos projetos e de continuar a explorar ideias que, por vezes, podem parecer menos óbvias ou mais difíceis de explicar à partida.
Vive em Tomar, trabalha em Abrantes e ao longo da sua carreira tem colaborado com diversos projetos culturais da região, como o Bons Sons e o Planos Film Fest, que fundou. O que o atrai particularmente neste tipo de trabalho?
Tenho efetivamente a sorte de viver em Tomar, que é a cidade onde nasci e cresci. Embora tenha passado muitos anos fora, é aqui que me sinto em casa. Tenho também a sorte de trabalhar numa agência incrível, com uma equipa fantástica, o Estúdio Tipo-Grafia, em Abrantes.
A minha ligação à cultura sempre esteve muito presente. Quando me formei como designer e comecei a trabalhar profissionalmente, esta era uma das áreas que mais me interessava explorar. Tive a sorte de passar por várias agências e de desenvolver, em paralelo, vários projetos que me permitiram alimentar essa paixão.
Há qualquer coisa nos projetos culturais que me entusiasma particularmente enquanto designer. Não se trata apenas de criar uma peça bonita ou eficaz para comunicar um produto. Muitas vezes estamos a ajudar a construir a identidade de um festival, de um espetáculo ou de uma iniciativa que tem uma relação muito direta com as pessoas e com o lugar onde acontece. E, quando esses projetos são na região onde vivo, essa relação torna-se ainda mais especial.
A oportunidade de colaborar com o Bons Sons não surgiu logo no início da minha carreira. Entrei para a equipa em 2012, quando o festival ia para a sua quarta edição, e foi uma experiência que me moldou completamente. Trabalhar num projeto comunitário daquela dimensão não me fez crescer apenas como designer, mas também como pessoa. Foi, sem dúvida, uma das melhores “escolas” que tive.
Creio que dificilmente me teria colocado à frente de um festival como o Planos se não tivesse passado primeiro pelo Bons Sons. Essa experiência deu-me vontade de criar também um projeto cultural e deu-me a desculpa perfeita para fazer algo que me continua a entusiasmar: construir a identidade de um evento de raiz, acompanhá-lo ao longo dos anos e vê-la evoluir juntamente com o próprio festival.
Além disso, este tipo de projetos dá-me uma liberdade maior para experimentar técnicas e abordagens diferentes. O processo acaba muitas vezes por ter uma dimensão, digamos, mais artística, e pessoalmente não vejo a arte e o design como áreas incompatíveis, apesar de terem objetivos distintos. Gosto particularmente de trabalhar no espaço de intersecção entre as duas, onde é possível encontrar soluções que talvez não surgissem se estivéssemos demasiado presos às fronteiras de uma ou de outra.
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Considera que o Médio Tejo tem uma dinâmica cultural forte para reter e inspirar criativos?
Acho que hoje a dinâmica cultural do Médio Tejo é muito mais forte e expressiva do que era há 20 anos. Quando saí de Tomar, lembro-me de sentir uma oferta cultural bastante reduzida. Ter estado fora durante vários anos também me deu outra perspetiva e, quando regressei, encontrei uma realidade bastante diferente. Os últimos anos têm mostrado um panorama cultural mais seguro e consistente, com cada vez mais iniciativas, projetos e programações interessantes.
Acredito que o Bons Sons teve também um papel importante nesse processo. Vejo-o como uma aposta ganha, porque provou que era possível criar uma oferta cultural desta dimensão no interior e, sobretudo, que havia público para ela. Entretanto, há toda uma geração que cresceu com o festival e que hoje está a contribuir localmente para o aparecimento e crescimento de outras iniciativas.
Ainda há, naturalmente, muito espaço para fazer mais e melhor. Reter talento continua a ser um desafio, sobretudo porque as grandes oportunidades profissionais continuam muito concentradas nos grandes centros. Mas sinto que o isolamento entre profissionais também já não é o mesmo. Existe hoje uma rede muito mais sólida de pessoas, projetos e instituições, e isso é fundamental para que a região continue a crescer culturalmente.






Este prémio foi para um cartaz, que é também um formato que lhe diz muito, presumo, devido à sua paixão pelo cinema. Considera que o cartaz continua a ter força numa época dominada por ecrãs e comunicação digital? É o que mais gosta de fazer? Qual é o seu preferido, entre todos os que já criou?
O facto de ter tido a oportunidade de trabalhar com cartazes para cinema logo no início da minha carreira contribuiu bastante para o meu interesse por este formato. Continuo a acreditar que o cartaz é uma peça importante no sistema de comunicação de qualquer evento. É apenas uma parte de um todo, mas, quando estou a construir uma identidade visual para um projeto cultural, é normalmente a primeira peça que finalizo e aquela que acaba por definir a linguagem das restantes aplicações. E continua a ser relevante, seja num contexto físico, na rua ou numa sala de espetáculos, seja no ambiente digital.
Não sei se é o que mais gosto de fazer, mas sem dúvida que me dá um especial prazer. Acima de tudo, gosto de trabalhar identidades visuais, tanto para projetos culturais como para marcas. A abordagem é diferente: num caso damos maior importância ao cartaz, noutro damos ao logótipo, mas gosto de criar ambos. Tal como gosto de paginar livros ou de ilustrar. Por vezes tenho a sorte de conseguir juntar várias destas coisas num mesmo projeto.
Quanto ao meu cartaz preferido, é uma pergunta complicada. Era mais fácil nomear um projeto, e esse seria um muito especial, a longo prazo, que nasceu há dois anos e se chama António. É sem dúvida o melhor projeto que já trabalhei.
Mas se é para decidir um cartaz, é difícil escolher apenas um. Na construção de qualquer cartaz dou muita importância ao processo, e há alguns pelos quais tenho um carinho especial precisamente pela experiência que esteve por detrás deles ou pelo impacto que tiveram. O do Arado é naturalmente um deles, mas lembro-me também imediatamente, talvez por ainda estarem frescos, dos cartazes que desenvolvi no ano passado para o Leiria Film Fest e para o Tomar Metropolitano. Depois há trabalhos que tiveram uma importância particular no meu percurso por me terem permitido explorar novas valências ou consolidar uma linguagem mais própria. A proposta que desenvolvi para a Festa dos Tabuleiros de 2023 é um desses casos. E o cartaz do Bons Sons 2016 tem também um lugar muito especial, por ter sido a primeira vez que explorei a ilustração na construção de uma identidade visual.
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Muitas das ideias que um designer desenvolve acabam por ficar no mundo das propostas, sem serem escolhidas ou aprovadas. Qual foi o trabalho que mais lhe custou ter de arrumar na gaveta?
Quem me conhece sabe perfeitamente a resposta a essa pergunta. Foi a proposta que desenvolvi para a última Festa dos Tabuleiros e que acabou por não avançar. Era um projeto muito importante para mim, não só pela dimensão do evento, mas sobretudo pela minha ligação à cidade e pelas memórias que tenho da Festa. Apesar de ter desenvolvido vários projetos ligados a Tomar, estive muitos anos ausente da cidade. Quando decidi regressar e surgiu este convite, levei-o muito a sério. Criar a identidade visual da Festa dos Tabuleiros é, aliás, uma das minhas grandes aspirações enquanto designer.
Tirei férias propositadamente para trabalhar no projeto e, em agosto de 2022, tinha já uma apresentação consolidada em cerca de 70 slides, com uma identidade visual pensada e pronta a aplicar. Infelizmente, acabou por não ser a proposta escolhida.
Apesar disso, não diria que ficou completamente “arrumada na gaveta”. Sentia verdadeiramente que tinha ali um bom projeto e um bom “case study”, por isso decidi publicá-lo no meu portefólio. Aí aconteceu algo inesperado: uma proposta que não tinha sido validada no contexto local ganhou imediatamente uma dimensão muito maior depois de ser publicada. O projeto acabou por ser destacado por várias plataformas da área, tanto a nível nacional como internacional, somando agora centenas de milhares de visualizações, e isso trouxe-me uma visibilidade que eu não esperava.
Há uma certa ironia nisso: um projeto que foi recusado acabou por se tornar, de certa forma, num dos meus projetos de maior sucesso. E, olhando para trás, acho que acabou também por cumprir o propósito para o qual tinha sido criado, de comunicar a Festa.
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Na criação de identidades visuais, combina ilustração e design gráfico de uma forma muito própria. Quando é que percebeu que queria ter esta profissão? Que artistas, designers ou ilustradores mais o influenciaram? E quais são, para si, os traços dominantes que tornam a sua “assinatura” reconhecível num trabalho?
Olhando para trás, posso dizer que entrei no design gráfico um pouco por acidente. Era, na verdade, a minha última opção. O que eu queria mesmo era seguir arquitetura. A vida acabou por me levar por outro caminho e, felizmente, não tenho qualquer arrependimento dessa escolha.
A combinação entre ilustração e design gráfico também aconteceu de uma forma relativamente inesperada. Sempre gostei de desenhar, mas houve uma altura em que estava um pouco insatisfeito com aquilo que estava a fazer enquanto designer e comecei a explorar mais a ilustração. Cheguei a pensar que talvez funcionasse melhor como ilustrador do que como designer. A determinada altura comecei a conciliar as duas áreas e, sem me aperceber muito bem, isso acabou por contribuir para desenvolver uma linguagem mais pessoal.
Ainda hoje não sinto que tenha um estilo completamente definido, e talvez também não procure isso de forma consciente. Mas, quando trabalho a título individual, há alguns elementos que aparecem frequentemente: a ilustração, as formas desenhadas à mão, as texturas analógicas e uma certa valorização da imperfeição. Gosto de deixar espaço para o erro e para aquilo que acontece durante o próprio processo.
São também muitas as referências que foram influenciando o meu trabalho ao longo dos anos e que continuam a fazê-lo. Em Portugal, destacaria nomes como Bráulio Amado, José Mendes, Sebastião Rodrigues e João da Fonseca, cujo trabalho enquanto ilustrador também admiro particularmente. A nível internacional, penso em nomes como Quim Marin, Jessica Walsh, Peter Saville, Vaughan Oliver e David Carson. Na ilustração, o trabalho de Dave McKean sempre me chamou muito a atenção, mas há também nomes como Yara Kono, Nuno Saraiva, Mariana a Miserável e Marta Nunes, que considero referências muito interessantes.
Sente que a inteligência artificial está a ameaçar a profissão? Que mudanças sente no dia a dia, positivos e negativos?
Uso inteligência artificial regularmente, embora não como forma de resolver um projeto por si só. Vejo-a sobretudo como uma ferramenta de trabalho que me pode ajudar a chegar a determinados resultados ou a explorar possibilidades específicas.
Curiosamente, quando a IA começou a aparecer com mais força, alguns dos resultados interessavam-me precisamente pelos erros que tinham, pela estranheza ou por uma certa abstração que surgia dessas imperfeições. Havia qualquer coisa de inesperado nesses resultados que me despertava curiosidade.
Não acho que o designer vá desaparecer completamente por causa da inteligência artificial. Acho, isso sim, que a profissão se vai moldar e que algumas das tarefas que hoje fazemos vão inevitavelmente mudar. Como aconteceu com tantas outras ferramentas ao longo da história do design, teremos de perceber como trabalhar com elas sem deixar que sejam elas a determinar aquilo que fazemos. Até porque, no meu próprio trabalho, tenho procurado cada vez mais um equilíbrio entre o digital e o analógico. A utilização de ilustração manual, de texturas, de processos físicos e de elementos que resultam de gestos menos controlados é, de certa forma, uma fuga aos ecrãs e aos dispositivos que dominam grande parte do nosso processo criativo. Não posso, naturalmente, prescindir deles, mas sinto cada vez mais necessidade de encontrar esse equilíbrio.
O que me preocupa na IA é sobretudo a possibilidade de caminharmos para uma certa homogeneização visual, em que começamos todos a recorrer às mesmas referências e a produzir imagens cada vez mais semelhantes. Há também questões importantes relacionadas com originalidade e autoria que ainda estamos a tentar perceber. Por isso, mais do que ter medo da ferramenta, acho que temos de estar atentos à forma como a usamos e, sobretudo, ao que queremos continuar a dizer através do nosso trabalho.





Daqui a dois anos celebrará 20 anos de carreira. Há algum desafio ou sonho específico por concretizar?
Vinte anos, já? Fora de brincadeiras, acho que já fui dando algumas pistas ao longo desta conversa sobre um dos meus grandes sonhos: trabalhar a identidade da Festa dos Tabuleiros. Continua a ser uma das minhas grandes aspirações enquanto designer. Sinto-me, no entanto, muito contente por já ter tido essa oportunidade, mesmo que a proposta não tenha avançado. Foi uma experiência muito importante para mim e, de certa forma, acabou por me dar muito mais do que esperava.
Há outros desafios que gostava de concretizar. Tenho, por exemplo, um projeto conjunto para uma trilogia de curtas-metragens que gostava muito de conseguir realizar um dia, caso volte a haver oportunidade de regressar ao cinema e exista financiamento para isso. E, se formos por esse caminho, há mais alguns filmes guardados no armário que, quem sabe, ainda poderão ver a luz do dia.
Depois há outros projetos que estão a fermentar mais devagar. Um deles é a criação de um livro ilustrado, que espero ter pronto antes de chegar a esse marco dos vinte anos.
























