A arte tradicional de trabalhar a tabúa, designação usada para a tabua ou taboa, planta característica de zonas húmidas e utilizada no artesanato, vai estar em destaque entre hoje e domingo no Parque Ambiental de Santa Margarida, em Constância.
A oficina “A Arte de Trabalhar a Tabúa”, dinamizada por José Joaquim, decorre nos dias 11, 12 e 13 de setembro e pretende proporcionar aos participantes o contacto com técnicas tradicionais de aproveitamento desta matéria-prima vegetal.
A tabua, também conhecida como taboa, é uma planta herbácea do género Typha, comum em zonas húmidas, nomeadamente nas margens de rios, lagoas, charcos e terrenos alagadiços. As suas folhas, compridas, flexíveis e resistentes, são tradicionalmente aproveitadas em trabalhos artesanais, sobretudo no empalhamento de assentos de bancos e cadeiras e na produção de outros objetos.
A iniciativa permite, assim, conhecer e experimentar técnicas associadas ao trabalho da tabúa e contribuir para a transmissão de saberes tradicionais ligados ao aproveitamento de recursos naturais.

A oficina começa hoje, entre as 15h00 e as 18h00, prosseguindo no sábado, das 09h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00. A última sessão realiza-se no domingo, entre as 09h00 e as 13h00.
A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia obrigatória. A oficina tem uma lotação máxima de sete participantes e destina-se a maiores de 16 anos.
As inscrições podem ser efetuadas no Museu dos Rios e das Artes Marítimas, através do telefone 249 730 053 ou do endereço eletrónico [email protected].
*Uma versão anterior desta notícia referia, incorretamente, que a oficina era dedicada a técnicas tradicionais de trabalho da madeira, devido a uma interpretação errada da palavra “tabúa”. A iniciativa é dedicada ao trabalho artesanal da tabúa, planta característica de zonas húmidas. O texto foi corrigido.

