O deputado único do PAN, André Silva, perguntou na quinta-feira, dia 1 de fevereiro, ao primeiro-ministro quando é que as indústrias da celulose, “o maior poluidor do Tejo”, vão ser encerradas definitivamente e os seus “responsáveis presos e condenados”.
No debate quinzenal de ontem, a poluição no Tejo, que a semana passada ganhou visibilidade devido ao manto de espuma branca que cobriu o rio na zona de Abrantes, não ficou de fora também da intervenção do deputado do PAN, que afirmou não valer de nada haver “uma norma no código penal sobre crimes ambientais” já que “é letra morta”.
“Senhor primeiro-ministro, quando é que estas fábricas são encerradas definitivamente e os seus responsáveis presos e condenados”, perguntou André Silva diretamente a António Costa.
Quando passou a palavra ao chefe do executivo, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, fez questão de relembrar “a separação de poderes”.
“Há uma parte da sua resposta que transcende as competências do Governo e ainda bem porque essa época em que os governos mandavam prender felizmente já passou e ninguém quer regressar a esses tempos, nem sequer para proteger o Tejo e combater a poluição”, sublinhou António Costa.
Concretamente sobre a atuação do Governo em relação a este foco de poluição, o primeiro-ministro remeteu para a resposta que havia dado à deputada do PEV, Heloísa Apolónia “tendo em conta o tempo” e antes que Ferro Rodrigues o mandasse calar “pela enésima vez calar”.
André Silva tinha começado por condenar que “para algumas indústrias o Tejo é apenas um esgoto a céu aberto”.
“As análises da última catástrofe, divulgadas ontem, mostram que os níveis de celulose estavam cinco mil vezes acima dos níveis recomendados. Não há dúvidas: o maior poluidor do Tejo é a indústria da pasta e do papel, como aliás vimos dizendo há muito”, sublinhou.
