Sérgio Godinho. Foto: mediotejo.net

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, recebe a apresentação do livro “Palavras São Imagens São Palavras”, da autoria de Sérgio Godinho, que marcará presença na sessão, no sábado, 18 de junho, pelas 15h00.

Na sinopse da obra pode ler-se: “Neste livro, as letras ou os poemas não darão origem a canções, mas a imagens – as que Sérgio Godinho procurou ativamente, ou que foi registando espontânea e aleatoriamente e que vieram a encontrar a ‘sua’ letra. O diálogo que assim se estabelece entre poemas e fotografias atravessa os temas da viagem, do amor, da memória, da arte, produzindo instantâneos de pessoas, lugares, animais, e de acontecimentos diários ou únicos e irrepetíveis.”

Conhecido músico de intervenção, Sérgio Godinho nasceu no Porto e foi ator de teatro, tendo começado a exercitar a escrita de canções nos finais dos anos 60. O seu primeiro álbum, “Os Sobreviventes”, é de 1971, ao qual a se seguiram mais trinta até aos dias de hoje. Sobre si próprio disse: “Não vivo se não criar, não crio se não viver. Essa balança incerta sempre foi a pedra de toque da minha vida.”

A iniciativa é promovida pela Biblioteca Municipal de Sardoal, enquadrada na comemoração dos seus 25 anos, e tem entrada livre.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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