A obra de requalificação do Teatro Municipal de Ourém (TMO) foi inaugurada na quarta-feira, 2 de junho, com a presença da Ministra da Cultura, Graça Fonseca. Na sua intervenção, a governante fez uma exposição sobre os fundos de apoio que se avizinham para a produção artística e programação cultural dos teatros e cineteatros nacionais.
Graça Fonseca começou por salientar ser este um momento “importante para as artes e a cultura em Portugal”, com o lançamento da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses já este mês.
Esta estrutura vai permitir a credenciação de equipamentos como o TMO por todo o país, com linhas de apoio estatal definidas à programação cultural, mediante o cumprimento de critérios de “qualidade e exigência”.
VIDEO: INTERVENÇÕES OFICIAIS NA INAUGURAÇÃO DO CINETEATRO DE OURÉM:
Esta rede e a revisão modelo de apoio às artes vai permitir um apoio às artes sustentado e promotor da descentralização, salientou. Graça Fonseca constatou os tempos difíceis que se vivem no plano cultural, mas salientou ser também um tempo de oportunidades para se fazer melhor. A nova estratégia assenta num ideal de “responsabilidade partilhada”.
“Só desta forma, numa lógica de trabalho coletivo e cooperação institucional, é possível combater eficaz e de forma coerente as assimetrias regionais e assegurar uma distribuição mais equilibrada de recursos, dinâmicos e apoios ligados à cultura, às artes e à criatividade”, frisou.

Com a nova Rede de Teatros será possível potencializar os equipamentos culturais existentes por todo o país e as coproduções artísticas, impulsionando também a transição digital, continuou. O apoio à transição digital das redes culturais está inclusiva previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), recordou.
Terminou assim manifestando a sua satisfação pela requalificação do TMO e a sua presença no evento de inauguração.
Antes da Ministra da Cultura interviera o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque. Lembrando o investimento de requalificação de quase 3 milhões de euros, financiado por fundos europeus (PEDU), o autarca constatou que “as necessidades técnicas em termos de mecânica de cena, acústica, segurança e de conforto, para responder às necessidades artísticas atuais, obrigava a uma grande transformação e reabilitação deste espaço cultural”.

“A atividade do Teatro Municipal de Ourém vai muito além desta sala principal, pois a requalificação deste edifício obedece ao conceito da polivalência”, referiu.
“Estamos perante um espaço de cultura e de lazer, capaz de conjugar áreas lúdicas, espaços performativos e de criação artística e cultural, aspirando sempre ao envolvimento e participação da comunidade, colocando este equipamento à disposição do Movimento Associativo Oureense e das instituições da nossa região”, continuou.

Luís Albuquerque frisou ainda que esta inauguração marca uma nova fase da vida do TMO, que passa a contar com um diretor artístico e programação cultural contínua.
“Acreditamos e não temos dúvidas de que a programação do Teatro Municipal de Ourém terá a qualidade, diversidade e a excelência que os oureenses e o público em geral merecem e aguardam, após este longo período de obras”, garantiu.

A (re)inauguração do TMO foi marcada por um espetáculo de António Zambujo, que atuou em conjunto com a Ourearte. A sessão carecia de convite e esteve limitada aos lugares disponíveis para cumprir as medidas sanitárias. Para além da Ministra da Cultura, estiveram presentes o Diretor Geral das Artes, Américo Rodrigues, e a presidente da CCDR do Centro, Isabel Damasceno.
Este concerto foi o primeiro de dois agendados no âmbito da inauguração. O segundo, também com António Zambujo e a Ourearte, decorreu na quinta-feira, dia 3, também com lotação esgotada.
