Campanha solidária “Dê Troco a Quem Precisa” em 11 farmácias do Médio Tejo. Foto ilustrativa: DR

O executivo municipal de Ourém recusou por unanimidade na reunião privada de 20 de maio, segunda-feira, o pedido de transferência da Farmácia Iriense, atualmente instalada em Fátima, para a cidade de Ourém. O parecer negativo da junta de freguesia de Nossa Senhora da Piedade, assim como um parecer jurídico entregue pelas três farmácias de Ourém, ditaram a recusa do projeto, alegando-se que o núcleo urbano está em decréscimo.

O tema foi inicialmente discutido na reunião pública de 6 de maio, onde as três farmácias instaladas em Ourém – Verdasca, Avenida e Tomé&Leitão – foram manifestar a sua preocupação com a notícia da possível transferência de uma nova unidade para a cidade.

A população tem reduzido, argumentaram, sendo que em Fátima é atualmente o dobro da sede do concelho, contando ainda com a passagem constante de visitantes. Acresce que estes estabelecimentos, ainda que comerciais, possuem características próprias, defendeu-se.

Na altura o presidente da Câmara, Luís Albuquerque (PSD-CDS), admitiu a entrada do processo, adiantando que se aguardava ainda os pareceres da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e da junta de freguesia para ser tomada uma decisão.

A questão foi levada à reunião privada de 20 de maio, tendo-se confrontado o parecer negativo da junta de freguesia com o positivo da ACISO. Segundo adiantou Luís Albuquerque à comunicação social, o executivo tendeu para os argumentos desfavoráveis da junta, ao qual acrescia o parecer jurídico entregue pelas farmácias de Ourém.

“Entendemos que não se justifica”, comentou, considerando ser a posição mais sensata a tomar, inclusive atendendo às dificuldades generalizadas das farmácias.

“Não sentimos a população a dizer-nos, em Ourém, que as farmácias são insuficientes”, argumentou, pelo que não se justifica abrir a quarta unidade em Ourém.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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