O executivo municipal de Ourém recusou por unanimidade na reunião privada de 20 de maio, segunda-feira, o pedido de transferência da Farmácia Iriense, atualmente instalada em Fátima, para a cidade de Ourém. O parecer negativo da junta de freguesia de Nossa Senhora da Piedade, assim como um parecer jurídico entregue pelas três farmácias de Ourém, ditaram a recusa do projeto, alegando-se que o núcleo urbano está em decréscimo.
O tema foi inicialmente discutido na reunião pública de 6 de maio, onde as três farmácias instaladas em Ourém – Verdasca, Avenida e Tomé&Leitão – foram manifestar a sua preocupação com a notícia da possível transferência de uma nova unidade para a cidade.
A população tem reduzido, argumentaram, sendo que em Fátima é atualmente o dobro da sede do concelho, contando ainda com a passagem constante de visitantes. Acresce que estes estabelecimentos, ainda que comerciais, possuem características próprias, defendeu-se.
Na altura o presidente da Câmara, Luís Albuquerque (PSD-CDS), admitiu a entrada do processo, adiantando que se aguardava ainda os pareceres da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e da junta de freguesia para ser tomada uma decisão.
A questão foi levada à reunião privada de 20 de maio, tendo-se confrontado o parecer negativo da junta de freguesia com o positivo da ACISO. Segundo adiantou Luís Albuquerque à comunicação social, o executivo tendeu para os argumentos desfavoráveis da junta, ao qual acrescia o parecer jurídico entregue pelas farmácias de Ourém.
“Entendemos que não se justifica”, comentou, considerando ser a posição mais sensata a tomar, inclusive atendendo às dificuldades generalizadas das farmácias.
“Não sentimos a população a dizer-nos, em Ourém, que as farmácias são insuficientes”, argumentou, pelo que não se justifica abrir a quarta unidade em Ourém.
