Foto: Quercus

*atualizada às 19h57 de 18 de janeiro de 2018

A Quercus denunciou na sua página de facebook no domingo, 13 de janeiro, o corte de alguns “carvalhos portugueses centenários” na EN113, na zona da Melroeira, Ourém. Segundo a Infraestruturas de Portugal, o trabalho foi desenvolvido em articulação com os serviços de Proteção Civil, que identificaram as árvores (seis carvalhos) como representando perigo para a circulação rodoviária.

A Quercus destaca no seu alerta que a ordem do corte de carvalhos “vem da Infraestruturas de Portugal – Centro Operacional Centro Sul e não existe fundamentação técnica de abate. Algumas nem confrontam com povoamentos devido à DFCI, apesar de estarem próximo da estrada nacional”. “Estamos a delapidar o nosso património natural arbóreo, público, sem justificação técnica. Uma vergonha”, conclui.

A ação não constitui crime porque o carvalho não é uma espécie protegida.

Segundo esclarecimentos prestados pela Infraestruturas de Portugal, “os trabalhos de corte de árvores que estão a ser desenvolvidos, têm como único objetivo garantir condições de segurança de pessoas e bens que circulam na EN113”. “Neste sentido, e na sequência de uma vistoria conjunta efetuada com a Proteção Civil de Ourém, procedeu-se ao abate de algumas árvores, entre as quais seis carvalhos, que foram identificadas como representando risco de queda para a estrada”, termina.

De recordar que, em novembro último, a queda de uma árvore sobre um veículo que seguia nesta estrada provocou um morto.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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