O tema da saúde, nomeadamente da falta de médicos no concelho de Ourém, voltou a ser debatido na reunião de executivo de segunda-feira, 3 de janeiro. Para Cília Seixo (PS), o executivo PSD-CDS está demasiado focado em fazer obras em edifícios que não vão ter médico de família, quando se deveria estar a pensar numa reestruturação da saúde no concelho. O presidente, Luís Albuquerque, por sua vez, lembrou que foi aprovada uma moção em Assembleia Municipal para pedir uma reunião com o Governo logo após as eleições, com vista a discutir a situação e apresentar alternativas.
A socialista Cília Seixo teceu algumas críticas ao discurso de Luís Albuquerque em Assembleia Municipal, considerando-o “descontextualizado” da realidade. “É um discurso de quem tem dinheiro para fazer obras, mas faltam ideias”, comentou, uma vez que este se foca nas obras que o município tem levado a cargo nas extensões de saúde.
A vereadora levantava assim mais uma vez a discussão de que é necessária uma reestruturação dos serviços médicos no concelho, dada a manifesta falta de clínicos e a aparente incapacidade de contratar mais profissionais.
Em resposta, o presidente da autarquia comentou que a declaração de Cília Seixo estava mais direcionada ao Governo que à Câmara, uma vez que não compete ao município contratar recursos humanos mas sim dar-lhes condições para trabalhar, que é o que tem sido feito.
No âmbito da sua intervenção, Albuquerque comentou ainda que, para além de médicos, o centro de saúde de Ourém carece de um serviço de urgências.
Durante a última Assembleia Municipal foi aprovada uma moção, proposta pelo PSD-CDS, a pedir uma reunião com o Governo sobre a situação da saúde no concelho, encontro que se espera ver agendado após as legislativas de 30 de janeiro.
Face ao apelo de Cília Seixo para que o município se dirija ao Ministério da Saúde com ideias concretas, Luís Albuquerque referiu que elas já existem, mas que só serão divulgadas em devido tempo.
