A oposição PS apresentou na quarta-feira, 9 de dezembro, uma análise da gestão da crise sanitária pelo executivo PSD-CDS. No texto, os vereadores criticam o ausência de um plano concreto de intervenção, acusando o presidente Luís Albuquerque de estar a usar a pandemia para fazer campanha eleitoral, aparecendo com a família em cartazes da Câmara Municipal. Em resposta, o presidente comentou que as observações não faziam sentido e que a oposição só sabe falar em eleições.
A intervenção da bancada socialista vem na linha de intervenções já realizadas em reuniões anteriores. No documento, lido por Cília Seixo (PS), criticou-se a falta de visão estratégica do executivo em relação à pandemia. Os vereadores apelam à organização de um plano concreto de apoios, a pensar nas famílias e nas empresas afetadas pelas consequências da crise sanitária. Lembraria ainda, mais uma vez, a ideia da criação de um Fundo de Emergência Municipal para fazer face a situações como a crise pandémica, proposta que já haviam apresentado anteriormente.
No texto o PS deixou ainda críticas à utilização da imagem da família do presidente Luís Albuquerque, nomeadamente a mulher e o filho, em cartazes publicitários das ações do município. Surgiria assim a reflexão deste estar a usar a pandemia para fazer campanha, a pensar nas autárquicas de 2021.
Terminada a exposição, o presidente apenas referiu que o texto misturava assuntos e não fazia muito sentido, para além do que a oposição só pensava em eleições.
Cília Seixo reiterou, porém, a utilização abusiva da imagem do presidente, ao que o vereador José Reis (PS) questionou se não era verdade que Luís Albuquerque já encomendara uma sondagem para avaliar perspetivas eleitorais.
O presidente afirmou que tal era uma “mentira com todas as letras”.
