Vereadores do PS deixaram críticas ao facto da família do presidente aparecer frequentemente na propaganda do município Foto: mediotejo.net

A oposição PS apresentou na quarta-feira, 9 de dezembro, uma análise da gestão da crise sanitária pelo executivo PSD-CDS. No texto, os vereadores criticam o ausência de um plano concreto de intervenção, acusando o presidente Luís Albuquerque de estar a usar a pandemia para fazer campanha eleitoral, aparecendo com a família em cartazes da Câmara Municipal. Em resposta, o presidente comentou que as observações não faziam sentido e que a oposição só sabe falar em eleições.

A intervenção da bancada socialista vem na linha de intervenções já realizadas em reuniões anteriores. No documento, lido por Cília Seixo (PS), criticou-se a falta de visão estratégica do executivo em relação à pandemia. Os vereadores apelam à organização de um plano concreto de apoios, a pensar nas famílias e nas empresas afetadas pelas consequências da crise sanitária. Lembraria ainda, mais uma vez, a ideia da criação de um Fundo de Emergência Municipal para fazer face a situações como a crise pandémica, proposta que já haviam apresentado anteriormente.

No texto o PS deixou ainda críticas à utilização da imagem da família do presidente Luís Albuquerque, nomeadamente a mulher e o filho, em cartazes publicitários das ações do município. Surgiria assim a reflexão deste estar a usar a pandemia para fazer campanha, a pensar nas autárquicas de 2021.

Terminada a exposição, o presidente apenas referiu que o texto misturava assuntos e não fazia muito sentido, para além do que a oposição só pensava em eleições.

Cília Seixo reiterou, porém, a utilização abusiva da imagem do presidente, ao que o vereador José Reis (PS) questionou se não era verdade que Luís Albuquerque já encomendara uma sondagem para avaliar perspetivas eleitorais.

O presidente afirmou que tal era uma “mentira com todas as letras”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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