O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD-CDS), fez uma análise aos resultados do Censos2021 no concelho em reunião de executivo. Apesar da queda de 3% na população na última década, a inversão dessa tendência desde 2018 deixa boas perspetivas ao autarca quanto ao crescimento do município nos próximos anos.
Em declaração lida na sessão de segunda-feira e enviada às redações, Albuquerque refere que os resultados do Censos 2021 “revelam que na última década perdemos cerca de 3% da nossa população, 1364 oureenses, um ponto percentual acima da média nacional, mas muito longe das quebras registadas nos outros concelhos do Médio Tejo semelhantes ao nosso, e também no sul do distrito, onde Ourém reforça o seu posicionamento enquanto segundo maior concelho do distrito e o maior, agora mais destacado, no seio da comunidade do Médio Tejo”.
ÁUDIO | LUIS ALBUQUERQUE, PRESIDENTE CM OURÉM:
“Apesar deste ser um sinal que não nos pode nem deve deixar tranquilos relativamente ao futuro e que devemos continuar a promover políticas neste domínio é preciso explicar que, apesar da quebra registada em 3% na década, desde 2018 que se verifica uma inversão no registo da queda de população, indicadores que nos dão alento e coragem para não nos desviarmos de uma estratégia construída desde 2017, que visa o crescimento demográfico das nossas terras, vilas e cidades”, continuou.
A inversão da tendência de perda de população nos últimos três anos conduzem o executivo PSD-CDS a acreditar que a sua estratégia está a resultar. “Faço um balanço muito positivo desta operação que decorreu no concelho de Ourém”, concluiu, agradecendo a todos os que participaram na operação Censos 2021.
Questionado pelo mediotejo.net sobre o crescimento de 14% da população da freguesia de Fátima, o maior de toda a região, o presidente não se mostrou surpreendido. “Só é surpresa para quem não conhece a realidade de Fátima”, constatou o autarca, salientando que a cidade tem “emprego, segurança, acessibilidades e boa qualidade de vida”, fatores que a tornam atrativa, assim como a própria cidade de Ourém.
Mesmo com a crise pandémica, sublinhou, continuou a haver emprego, motivo pelo qual entre 2019 e 2021 houve um aumento de 500 habitantes no território, que continua a registar uma baixa taxa de desemprego. “Temos 700 desempregados no concelho”, frisou, para além de cerca de 3 mil imigrantes.
