O executivo municipal de Ourém empreendeu uma visita pelo norte do concelho na segunda-feira, 7 de março, por forma a mostrar um conjunto de obras de asfaltamento que tem realizado nos últimos meses. Cerca de 1 milhão e 700 mil euros na recuperação da rede viária, ao qual se segue um pacote de 6 milhões de euros para mais trabalhos em estradas, escolas, equipamentos desportivos e casas mortuárias. Pelo caminho ainda se passou pelo polémico Muro da Reca.
A visita com a comunicação social pretendeu mostrar os trabalhos que se têm desenvolvido desde setembro a nível de estradas, com diversos asfaltamentos a serem levados a cabo um pouco por todas as freguesias de Freixianda-Fárrio-Formigais, Urqueira, Atouguia ou Caxarias. No total, um investimento de 1 milhão e 696 mil euros.

O percurso parou ainda na Reca, na extinta freguesia do Fárrio, onde um muro de 127.982,95 euros tem dado azo a alguma polémica com a oposição, devido ao elevado valor para uma estrutura de betão. No local o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, procurou mostrar onde foi gasto o dinheiro, que contemplou, além do muro, trabalhos de asfaltamento e calçada, além de obras de sustentação de terras e escoamento de águas. Apesar da oposição PSD-CDS garantir que o muro “em si” terá ficado mais caro, Paulo Fonseca tornou a afirmar que este ficou-se pelos 53.981,20 euros, sendo o valor restante para toda a empreitada geral.
Prepara-se agora um novo pacote de obras, que devem ir avançando ao longo do ano, assim que os projetos estiverem preparados. Um investimento de 6 milhões de euros que vai incidir na recuperação de mais estradas (as consideradas prioritárias pelas respetivas juntas de freguesia), relvados de campos desportivos, alargamento ou requalificação de escolas e os já conhecidos projetos para cemitérios e casas mortuárias. Neste pacote estão ainda contemplados os passeios do Cercal, a variante da Freixianda, uma rotunda no cruzamento de São Sebastião, os balneários antigos do campo da Caridade ou o Canil Municipal.

Além deste montante, Paulo Fonseca adiantou que a Câmara pretende pagar dívidas de 1 milhão e 700 mil euros, algumas delas ainda de 2001. “Continuaremos a fazer o nosso percurso com equilíbrio de contas”, sublinhou o autarca, salientando a “gestão rigorosa” que tem procurado garantir desde que assumiu as lides municipais, em 2009.
