O presidente da Câmara Luís Albuquerque e o presidente da junta Luís Oliveira ouviram queixas da população da freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias Foto: mediotejo.net

Na segunda-feira, 27 de maio, decorreu mais uma sessão da iniciativa municipal “Ouvir Ourém e os Oureenses”, desta vez realizada no Pavilhão do Caneiro, na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias. Entre as tradicionais queixas relativas às estradas e pontos de recolha de lixo, assim como o impacto ambiental das pedreiras locais, a população deixou algumas preocupações relativas a pontos de fronteira com o município Torres Novas: os limites da freguesia/concelho na zona do Sobral/Pias Longas e o próprio projeto do Aeroporto Internacional de Pias, o qual se discute mais no concelho vizinho que em Ourém.

O ex-presidente da junta de freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, Joaquim Gonçalves, foi um dos populares que interveio na sessão realizada ao fim da tarde, alertando para a indefinição existente na linha fronteiriça entre a autarquia ouriense e a de Chancelaria, em Torres Novas, com algum património existente a ser assumido pelo município vizinho na zona de Sobral/Pias Longas.

“Pouco mais e o Sobral passava para Torres Novas”, comentou, alertando também para a situação do aeroclube de Pias Longas, destacando que os marcos existentes não estarão a ser respeitados.

Ainda no mesmo bloco de questões e implicando a mesma zona, um outro morador questionou pelo Aeroporto Internacional de Pias Longas, projeto, conforme constatou, que tem sido muito mais promovido em Torres Novas que em Ourém.

Ex-presidente Joaquim Gonçalves alertou para a apropriação de algum património pelo município vizinho, dada a indefinição fronteiriça na zona de Sobral/Pias Longas Foto: mediotejo.net

Nas respostas, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, reconheceu que o problema dos limites da freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias se arrasta há anos e que já foram realizados contactos com Torres Novas para esclarecer as situações apontadas por Joaquim Gonçalves. Os Planos Diretores Municipais têm que estar revistos até junho de 2020, recordou, encontrando-se o de Ourém bastante adiantado, pelo que a questão estará em vias de ficar esclarecida.

Quanto ao aeroporto internacional, Luís Albuquerque referiu que foi abordado há um ano pela mesma equipa que falou mais recentemente com a Câmara de Torres Novas, tendo na época alertado os entusiastas do projeto para a necessidade de haver apoio do Governo português na iniciativa.

“Não posso responder pela Câmara de Torres Novas”, comentou, referindo não ter mais informações sobre o desenvolvimento do projeto e que o município ouriense optou por manter algum recato na questão.

Na sessão falou-se ainda do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurio, também no limite entre os dois concelhos, constatando um morador do Bairro a falta de dinamização geral do espaço, apelando por atividades diversas que possam trazer mais população ao local.

Em resposta a esta observação, Luís Albuquerque lembrou que o Monumento está sob gestão da ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, mas que se encontra em elaboração um projeto de valorização do espaço (apresentado a 10 de outubro em Torres Novas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas).

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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