O edifício dos Monfortinos, onde se situa o Conservatório de Música de Fátima e a Escola de Hotelaria de Fátima, esteve em vias de ser cedido à primeira instituição. As várias dúvidas levantadas pelo PS quanto às consequências futuras de tal transferência e uma intervenção do presidente da junta de Fátima, Humberto Silva, na assembleia municipal de 29 de junho, defendendo que, em caso de cedência, o edifício deveria antes albergar o sonhado Centro Cultural da autarquia, parecem ter sortido efeito, com o município a voltar atrás com a decisão.
Na reunião camarária de 2 de julho, a vereadora Cília Seixo (PS) leu uma declaração em que se congratulava pela revés do caso. “Os vereadores do PS congratulam-se pelo facto de o executivo ter decidido voltar atrás no processo de cedência de prédios que envolvia o edifício dos Monfortinos. Embora considerando a mais valia e o trabalho de excelência que o Conservatório tem feito em Fátima, bem com a possibilidade desta instituição continuar ali a funcionar, aquele edifício é demasiado valioso e importante para ser cedido a uma entidade privada, a qual pode, inclusive, passar os direitos para outra qualquer outra entidade, local ou não”, constatou.
“Os vereadores do PS consideram que Fátima e os seus habitantes merecem ter na sua zona nobre, a Cova da Iria, um edifício digno, público, propriedade do Município que se torne o ex libris cultural da cidade de Fátima. O edifício dos Monfortinos tem esse potencial e deve ser valorizado nesse sentido”, terminou.
O presidente da Câmara, Luís Albuquerque, esteve ausente da sessão, não tendo havido nenhum comentário a respeito do caso pelo executivo PSD-CDS.
O antigo edifício da congregação dos Monfortinos – que foi entregue ao município para fins educativos, eventualmente uma Universidade – já esteve para ser vendido em 2011 a uma unidade hoteleira, negócio que ficou inviabilizado após um abaixo assinado da população de Fátima.
A atual cedência do edifício ao Conservatório teria como contrapartida um terreno de cerca de 5 mil metros quadrados, tendo o executivo PSD-CDS a perspetiva de o ceder, eventualmente, à APAJE Fátima.
