reunião de câmara de 3 de março de 2017. Foto: mediotejo.net

O executivo municipal de Ourém aprovou por unanimidade na reunião camarária de sexta-feira, 3 de março, um proposta de acordo com o escultor Fernando Crespo, que está neste momento a preparar uma peça de arte urbana celebrativa do centenário das aparições de Fátima. A ideia partiu do município, que contactou o escultor e teve uma recepção positiva da parte da diocese de Leiria-Fátima, esclareceu a respeito o presidente da Câmara, Paulo Fonseca.

A peça deverá ser instalada perto do Posto de Turismo de Fátima e inaugurada a 9 de maio. Devido ao alto valor da obra, que o vereador Luís Albuquerque (PSD) referiu ter sido inicialmente estimada em 500 mil euros, foi necessário procurar um mecenas para suportá-la. As questões levantadas pela oposição PSD-CDS prenderam-se ao facto da empresa financiadora e a que a detém estarem ambas praticamente sem atividade nos últimos anos ou com prejuízos. “Não conseguimos perceber qual a intenção desta empresa, sem atividade nenhuma, de fazer este mecenato”, referiu Luís Albuquerque.

Paulo Fonseca esclareceria que quem procurou o mecenas foi o próprio escultor, tendo a Câmara aceitado o financiamento.A relação do município é exclusivamente com o escultor e não com essas empresas, frisou, razão pela qual se votava um acordo com o mesmo.

Os custos de implementação da peça rondam os 25 mil euros, foi referido durante a reunião. A peça ficará como propriedade do município, detendo o escultor os direitos de autor.

Apesar das dúvidas em torno dos contornos pouco claros do mecenato da peça, a oposição acabaria por aprovar o acordo com o escultor Fernando Crespo, com algumas alterações sugeridas por Paulo Fonseca. Segundo o presidente, a diocese terá dado um parecer positivo ao objeto, sendo que se prepara uma inauguração com a presença das entidades eclesiásticas.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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2 Comentários

  1. Portugal não é colónia do estado Vaticano nem presta vassalagem ao seu imperador.
    O estado Vaticano é que deve submeter-se ao Estado da República Portuguesa pelas suas instituições em Portugal que devem pagar todas as taxas e impostos como qualquer pessoa jurídica com bens imóveis e que comercialize, receba doações e tenha imóveis de que receba rendas ou não.
    O estado Vaticano usa Portugal para se alimentar sem quaisquer contrapartidas, isto é, só recebe e nada dá.

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