O município de Ourém, detentor de 28% das ações da empresa Fatiparques – Parque de Negócios Ourém/Fátima S.A., está em negociações com os restantes acionistas para adquirir a totalidade da empresa. O objetivo é transformar os 10 hectares de terreno da entidade – localizados em Boleiros, freguesia de Fátima, numa zona atravessada pela A1 – numa efetiva zona industrial.
Estagnada há vários anos “por desentendimentos”, a empresa tem acumulado dívida, tendo já recorrido ao Tribunal Arbitral em 2013 para conseguir pagamentos do município, que então se encontrava limitado pela Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em atraso.
A proposta para comprar as ações dos restantes parceiros, entidades privadas, foi aprovada por unanimidade na reunião de 17 de dezembro, segunda-feira. Este é “o início de um processo para tentarmos solucionar a situação” desta empresa que possui fundos municipais e que teve como objetivo criar um parque industrial, que ficou sempre aquém das expetativas, explicou o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, numa sessão com jornalistas. A razão da estagnação estará relacionada, adiantou, com “desentendimentos” dentro da própria entidade.
O processo está em negociações e Luís Albuquerque não quis adiantar para já qual o valor de investimento em causa. Mas “vai valer a pena”, acredita. O objetivo passa por criar uma zona industrial, sendo que também será necessário investir em infraestruturas no local. Segundo o autarca, ao longo dos anos foram várias as empresas que manifestaram interesse em estabelecer-se perto de Fátima.
Para já, “o que nos interessa é regularizar a situação”, afirmou, mostrando a expetativa que nos primeiros meses do próximo ano possam haver desenvolvimentos nesta área.
