O executivo municipal de Ourém aprovou na sua reunião de segunda-feira, 5 de julho, dois estudos prévios referentes à requalificação da Avenida Irmã Lúcia de Jesus e da Avenida Papa João XXIII, ambas na cidade de Fátima. Estas obras representam um investimento na ordem dos 5 milhões e 800 mil euros e preveem uma continuação da Ecovia inaugurada dia 6 de julho, que liga Fátima velha a Ortiga. No seguimento desta aprovação, vai ser dado início à elaboração dos projetos de execução para posterior abertura de procedimentos concursais.
ÁUDIO | Presidente da CM de Ourém, Luís Albuquerque
Em declarações ao mediotejo.net à margem da inauguração dos 2,5km da Ecovia Fátima – Ortiga, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, explicou que a requalificação das duas avenidas integra a estratégia do seu executivo para a freguesia de Fátima. O objetivo, além das reabilitações das estradas, é privilegiar o espaço pedonal, oferecendo uma segunda fase à Ecovia inaugurada.
Deste modo, a requalificação da Avenida Irmã Lúcia de Jesus contempla toda a estrada entre a Igreja Matriz de Fátima e a rotunda sul de Fátima (Pastorinhos) e vai incluir um prolongamento da Ecovia. A faixa de rodagem terá sete metros, iluminação e diverso mobiliário urbano.
A requalificação da Avenida João XXII (saída sul da A1) é mais complexa, uma vez que a via pertence à Infraestruturas de Portugal (IP). Segundo Albuquerque, o município está em vias de assinar um protocolo para realização da obra, onde a IP comparticipa com 800 mil euros.
Esta requalificação também inclui a continuação da Ecovia desde a rotunda sul, que pretende fazer depois a ligação ao futuro parque das pedreiras do Moimento. A intervenção contempla a criação de uma rotunda intermédia e um separador central.
Para já, admitiu o presidente, não há apoios previstos para estas obras. Mas tendo em conta a visita esperada do Papa Francisco às Jornadas Mundiais de Juventude de 2023, Luís Albuquerque manifestou a vontade de reunir com o Governo e sensibilizar para a necessidade de uma comparticipação, ao exemplo de 2017. “Dignificará todos aqueles que nos visitam”, sublinhou, manifestando a convicção que o Estado será sensível a esta matéria.
Outra solução, ainda em aberto, é a componente de descarbonização do Plano de Recuperação e Resiliência poder vir a financiar partes dos projetos.
