O município de Ourém realizou na última sexta-feira, 19 de janeiro, mais uma edição do Fórum Estudante, tendo recebido 1500 alunos das escolas públicas e privadas do concelho.
No Centro de Negócios de Ourém estiveram representadas 34 instituições de ensino superior e nove instituições de ensino do concelho. Exército, cursos de gestão, engenharia, humanidades ou ciências constituíram a maior parte do cenário, mas as escolas com ensino secundário também têm investido em formação profissional ou tecnológica que procura ir ao encontro das expetativas futuras do mercado laboral.
A variedade é cada vez mais maior. “Tomara eu ter tido uma oportunidade como esta” para ver alternativas para o futuro, comentou a respeito do Fórum Estudante o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, salientando a importância da iniciativa que vai, referiu, na terceira edição. A par da exposição no Centro de Negócios, decorreu no Cineteatro um conjunto de sessões que pretendeu dar dicas aos alunos entre o 9º e o 12º ano sobre emprego e empregabilidade.
Os alunos continuam a ser movidos sobretudo pelas notas e poucos, salientou a diretora do Agrupamento de Escolas de Ourém, Sandra Pimentel, têm efetiva convicção da carreira que querem seguir, razão pela qual a iniciativa Fórum Estudante é importante. O ensino geral continua a ser o preferido, mas o ensino profissional tem mantido boa procura, representando 40% do ensino da instituição.
“Recuperámos as Artes, que estavam adormecidas”, adiantou a responsável. Sandra Pimental salientou, entre a oferta formativa da Escola Secundária de Ourém, o curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde, que “tem sido uma mais valia para o nosso concelho”. Os jovens ficam capacitados para trabalhar em instituições infantis, hospitais ou centros de saúde.
Entre os vários stands, o balcão do Exército chamou a atenção pela afluência de jovens curiosos, sensivelmente superior que nos restantes. Segundo o furriel Rui Vitorino, os adolescentes procuravam sobretudo informação, uma vez que “não têm uma ideia do que podem fazer cá dentro”. Mas, constatou, o Exército “tem praticamente tudo, da veterinária, advocacia, engenharia às armas”, enumerou.

A sua função no Fórum Estudante passava assim por fazer esta orientação, dando conta ainda dos benefícios que existem para quem deseja seguir uma carreira militar. “Procura não falta”, constatou, sendo inclusive equilibrada entre rapazes e raparigas, estas últimas atraídas sobretudo pelo acesso ao ensino superior. Quem se inscreve com o mero intuito de arranjar emprego, admitiu, frequentemente desiste no período de tempo até iniciar a formação.
No stand do Colégio de São Miguel, uma impressora 3D imprimia emblemas da instituição. O investimento na tecnologia partiu da iniciativa do professor de informática, Paulo Figueira, que sendo um interessado na matéria apercebeu-se da descida de preços através do mercado chinês. O aparelho dá apoio às aulas de automação e comando e nos cursos de Artes, sendo mais uma das vertentes educativas desta escola de Fátima, que possibilita a aprendizagem de um conhecimento que é bastante específico.
Já o Centro de Estudos de Fátima (CEF) desenvolve há três anos nas suas instalações um projeto de investigação no âmbito de algoritmia e programação, que envolve os alunos a partir dos cinco anos. A instituição investiu em material pedagógico, em formato brinquedo, para introduzir elementos de algoritmia e programação no ensino dos mais novos, estando a desenvolver-se um acompanhamento destas crianças ao longo dos 12 anos de estudo. “Pretende-se ver como impulsiona ao nível do raciocínio lógico”, explicou o diretor, Manuel Bento, sendo esta investigação acompanhada por uma equipa universitária.
Ainda não é possível avaliar o impacto das aprendizagens de algoritmia e programação junto dos alunos que iniciaram a investigação há três anos, mas o professor constata que se verifica maior gosto e facilidade por estas áreas. O que “no início era complexo e assustador, agora tornou-se natural”.



