O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD), foi um dos presentes na reunião dos agentes turísticos de Fátima e Santuário de Fátima com o grupo parlamentar do PSD, que ocorreu Na quinta-feira, 15 de outubro, e que antecedeu o debate sobre a situação económica de Fátima na Assembleia da República. À saída comentou à comunicação social que a cidade ainda é prejudicada pelo facto da sua economia se sustentar no turismo religioso.
“Fátima ainda é vítima de algum preconceito devido à religião. Isso não pode acontecer”, frisou o autarca, constatando o grande impacto que a pandemia teve na economia local. “Há restrições que são aplicadas a Fátima que não são noutros locais”, constatou, referindo que o santuário teve que se limitar a 6 mil pessoas no dia 13 de outubro quando muitas das praias da região estiveram cheias.
Luís Albuquerque participou na reunião com o PSD e ouviu mais uma vez as preocupações dos empresários locais. “O fundamental é que as empresas possam manter postos de trabalho”, frisou, adiantando que algumas das medidas mais prioritárias são o layoff simplificado e as moratórias com um crédito a longo prazo, 20 a 25 anos, com um período de carência de três anos. Passar todo o IVA da restauração para 13%, nomeadamente as bebidas que são taxadas a 23%, é outras das medidas propostas pelo autarca. O objetivo é que “as empresas não asfixiem no imediato a sua tesouraria”.
Questionado por quantos hotéis não terão aberto portas este ano na cidade, uma vez que se inicia agora a época baixa, o presidente referiu que não possui esses dados. “Se as medidas forem mais musculadas, penso que o encerramento de hotéis no próximo ano não se vai verificar”, comentou, acreditando na retoma turística em 2021.
Luís Albuquerque deixou ainda o alerta para o facto de se estar a prever que o município de Ourém esteja em 12º lugar, no final do ano, entre os concelhos com menos desemprego a nível nacional. O autarca frisou que se deve tentar evitar uma leitura enviesada dos números, face aos pedidos de apoio ao Governo.
“Não se esqueçam que muita gente que trabalha em Fátima é dos concelhos limítrofes”, sublinhou, sendo que é sobretudo neles que se vai refletir o desemprego e não tanto em Ourém.
