Luís Albuquerque, presidente da CM Ourém. Foto: CM Ourém

Na sessão “Ouvir Ourém e os Ourienses” que decorreu na segunda-feira, 27 de maio, no Pavilhão do Caneiro, incidindo na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, um morador de Vilar dos Prazeres alertou o município para o estado eminente de degradação dos vários pavilhões industriais que se encontram fechados na vila.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD-CDS), reconheceu o problema, mas evidenciou que os novos empresários não estão interessados em adquirir pavilhões já existentes, uma vez que os fundos comunitários só beneficiam construções de raiz.

Tendo vivido um período de forte investimento na indústria do mobiliário, o setor industrial de Vilar dos Prazeres encontra-se porém há vários anos em decadência, com muitas fábricas fechadas e os respetivos pavilhões para venda.

Constatando o potencial que ainda existe na zona ao nível de infraestruturas, um morador apelou ao município para que encaminhe novos investidores para a zona, a fim de a reativar.

“Não havendo empresas não há necessidade de ligação ao IC9”, comentaria, face ao projeto apresentado por Luís Albuquerque de se criar um acesso à zona industrial de Vilar dos Prazeres.

“É um assunto que dá pano para mangas”, comentou o presidente da Câmara. “Todos sabemos o dinamismo que já ali existiu”, notou. Luís Albuquerque referiu que o município tem encaminhado empresários para a zona, mas os investidores não estão interessados em adquirir pavilhões (ainda que por quantias que rondem os 300 mil euros), uma vez que os fundos europeus beneficiam construções de raiz. Ao mesmo tempo, continuou, o município não tem loteamentos naquela zona para entregar.

Mas “quem nos procura também quer acessos”, argumentou, razão pela qual o município pensa investir nas ligações ao IC9.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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