A diocese de Leiria-Fátima anunciou esta quinta-feira, 12 de março, o cancelamento da peregrinação diocesana a Fátima, prevista para 29 de março, devido à propagação da pandemia de Covid-19. Não há indicações específicas quanto a determinados eventos no calendário religioso, nomeadamente na Semana Santa, apenas que sejam canceladas atividades que prevejam a participação de mais de 5 mil pessoas e se invistam em pequenas cerimónias ao ar livre, com poucas pessoas.
Refere a nota pastoral, assinada pelo Cardeal António Marto, que “atendendo às recomendações das autoridades de saúde para conter a propagação do coronavírus (COVID-19), nomeadamente no que se refere ao ajuntamento ao ar livre acima
das 5 mil de pessoas, tendo auscultado o Conselho Presbiteral e outros responsáveis dos
Serviços Diocesanos, decidi cancelar a peregrinação diocesana programada para o domingo, dia 29 de março. Nesta medida, inclui-se também a peregrinação dos escuteiros e a dos jovens, com atividades programadas para o dia 28″.
O bispo da diocese de Leiria-Fátima recomenda que os “fiéis que vivam esse dia em “espírito de peregrinação” e que, sem prejuízo das recomendações das autoridades de saúde no que se refere aos cuidados para evitar contágios, tomem iniciativas de alguma atividade piedosa, além da participação na Eucaristia da comunidade, por exemplo, a oração em família, de preferência o rosário, ou a “caminhada com santa Jacinta Marto” da própria casa até à igreja mais próxima ou outro lugar, com o texto publicado no guião da peregrinação, que se pode encontrar no site da Diocese”.
“Aos párocos e responsáveis de comunidades exorto ao melhor empenho na celebração das
missas dominicais. Como subsídio, o Departamento de liturgia preparou um “missalete”, que anexo. É aconselhável propor ou organizar também alguma atividade como a via-sacra ou a já mencionada “caminhada com santa Jacinta Marto” nas diferentes comunidades, feitas de preferência ao ar livre, em pequenas assembleias”, propõe o prelado.
O bispo deixa indicações para as práticas litúrgicas e atividades pastorais, em particular para a Semana Santa que se aproxima, que apela a que sejam “cumpridas com rigor, enquanto durarem as atuais circunstâncias de emergência para a saúde pública”. Neste sentido não são mencionados eventos em específico, apenas que “se a participação não atingir os números indicados pelas autoridades de saúde para atividades ao ar
livre (5.000), os eventos realizados — Procissões dos Passos, Via-Sacra, Peregrinações, etc. —poderão manter-se”.
