ACISO entregou segunda tranche. CRIF já havia recebido 25 mil euros, que foram para o projeto Foto: mediotejo.net

Com vendas que superaram todas as expectativas da ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, o Terço do Centenário permitiu amealhar para a obra do Lar Residencial do Centro de Reabilitação e Integração de Fátima (CRIF) mais de 580 mil euros. Depois da fase projeto, a instituição já deu início à obra, tendo recebido este mês mais 79 mil euros do montante amealhado. O Terço do Centenário continua à venda e um euro por unidade continua a ir para esta causa.

O CRIF recebeu no início do mês mais 79.119,68 euros de um total de 582.870 euros que conseguiu amealhar com as vendas do Terço do Centenário, um terço fabricado localmente e que teve o apoio do Santuário de Fátima e da Imprensa Nacional – Casa da Moeda por altura do centenário das aparições. A obra entretanto já teve início, encontrando-se na fase da lavandaria (inclui também a construção de 22 quartos).

O cheque foi entregue pela presidente da ACISO, Purificação Reis, instituição da qual partiu a iniciativa do terço com a causa solidária. Manifestando a satisfação pela obra em curso, um projeto “consensual” na comunidade, a responsável admitiu também que as vendas do terço e o dinheiro angariado ficaram “muito acima do expectável”.

Da parte do CRIF, o Padre Pereira admitiu que houve um grande empenhamento da instituição neste projeto, tendo ele próprio enviado muitos terços para os EUA, país com o qual mantém ligações. “Envolvemo-nos”, frisou, destacando que o montante adquirido foi “o resultado deste empenho coletivo”.

A obra do Lar Residencial precisa, porém, de mais dinheiro, uma vez que a empreitada ultrapassa o milhão de euros. O CRIF concorreu ao programa PARES, com uma candidatura de 1 milhão e 100 euros que pode ser comparticipada a 70%. A expectativa é que seja aprovada.

Obra começou pela lavandaria Foto: mediotejo.net

Se assim for, admitiu o Padre Pereira à comunicação social, o dinheiro do Terço do Centenário pode vir a ser canalizado para a construção de um novo pavilhão, que vai substituir a atual estrutura.

Conforme explicou, para além das necessidades da instituição social, esta recebe muitos grupos de peregrinos e precisa de melhores condições.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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