Na reunião camarária de 1 de março, segunda-feira, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, leu um breve resumo do relatório de atividade de 2020 da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Foram analisados 205 processos, sobretudo em temáticas relacionadas com negligência.
“As problemáticas sinalizadas com mais frequência foram as seguintes: exposição a
comportamentos que afetem gravemente a segurança ou o equilíbrio emocional da criança/jovem; negligência; situações em que a criança/jovem assume comportamentos que afetam o seu bem-estar e situações em que está colocado em causa o direito da criança à educação”, enumerou o presidente.
Segundo a mesma informação, a faixa etária com maior volume processual situou-se nos 11 anos. As freguesias com maior número de processos foram Fátima (31,30%); Nossa Senhora da Piedade (19,18%) e Atouguia (10,10%). As freguesias com menor número de processos foram, por ordem crescente, Alburitel, Caxarias e Matas/Cercal (1,1%), Espite e Urqueira (2,2%); Freixianda/Ribeira do Fárrio/Formigais e Casal dos Bernardos/Rio de Couros (4,4%); Gondemaria/Olival, Seiça e Nossa Senhora das Misericórdias (9,9%).
Devido à pandemia, a CPCJ de Ourém não realizou todas as atividades previstas, tendo adaptado algumas ao formato digital. Foi o caso do Mês da Prevenção dos Maus-tratos na Infância e o Dia Mundial da Criança.
“Num ano muito difícil e de maiores dificuldades, quer no acompanhamento, quer na sinalização, que estas situações requerem, aproveito este momento para agradecer a todos os técnicos envolvidos no processo, nomeadamente da comissão restrita e alargada, que com dedicação, empenho, capacidade de adaptação e permitam-me, muito amor no trabalho desenvolvido, responderam de forma cabal e assertiva a todas as situações, como demonstra o relatório apresentado”, concluiu.
