Ourém convida a jantar “À Mesa com Eça de Queirós”. Foto: CMO

O jantar temático “À Mesa com Eça de Queirós” realiza-se na quinta-feira, às 20:00, na Ucharia do Conde, na Vila Medieval de Ourém. O jantar apresenta “um menu com receitas portuguesas da época” e conta com a dramatização de excertos de obras de Eça de Queirós, como introdução a cada prato.

Com a 2.ª edição do Jantar Temático “À mesa com Eça de Queirós”, marcada para quarta-feira, dia 21, já esgotada, a Biblioteca Municipal de Ourém informou que abriu inscrições para o dia seguinte (quinta-feira, dia 22), no sentido de dar resposta à procura que o evento suscitou.

A alimentação é “um tema recorrente na obra queirosiana”, sendo que “o jantar é a refeição mais repertoriada – 560 vezes, a que se segue o almoço – 232 vezes e a ceia – 176 vezes”. Já o café é apreciado 209 vezes pelas personagens, o chá 185, o pão 192 e a sopa 77.

“Inspirados em Eça de Queirós e no levantamento das referências às refeições na obra ‘À Mesa com Eça de Queirós’, de Maria Antónia Goes, e no livro ‘Comer e beber com Eça de Queirós’, de Beatriz Berrini e Maria de Lourdes Modesto, o jantar apresenta “um menu com receitas portuguesas da época” e conta com a dramatização de excertos de obras de Eça de Queirós, como introdução a cada prato.

[…] E pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominara favas! … Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo aqueles seus olhos, que pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado:
– óptimo!… Ah, destas favas, sim! Oh que fava! Que delícia!

Eça de Queiroz, in A Cidade e as Serras

As inscrições devem ser feitas para o telefone 249540900 (extensão 6841) ou [email protected].

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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