reunião de 5 de maio de 2017. Foto: mediotejo.net

Houve fuga de informação interna a partir da Câmara Municipal de Ourém e Luís Albuquerque, vereador da oposição PSD-CDS, quer ver as responsabilidades apuradas. Em causa está uma “carta anónima”, com “65 documentos internos da Câmara” em anexos, dirigida a “20 empresas” e a pessoas da sociedade oureense. A carta em causa refere-se ao licenciamento de uma superfície comercial em 2008 e às compartidas para o Município, nomeadamente uma rotunda. A discussão decorreu durante a reunião camarária de 5 de maio, sexta-feira.

Com um tom de voz mais elevado do que o habitual, o vereador da Coligação Ourém Sempre, à data do licenciamento vereador no executivo de David Catarino (PSD), quer agora que o atual presidente, Paulo Fonseca, diligencie um processo de averiguações internas. “Tem de saber quem emitiu isto” e apurar responsabilidades, defendeu o vereador da oposição e candidato a presidente da Câmara, pela Coligação Ourém Sempre.

O senhor é o responsável máximo e político pela Câmara”, disse, apontando-lhe responsabilidades sobre o sucedido. “Há um número de SGD (Sistema de Gestão Documental – interno do Município) ” que permitirá, segundo Albuquerque, averiguar quem consultou o processo e o imprimiu.

Paulo Fonseca quis que Luís Albuquerque precisasse as acusações. “Há insinuação que seja eu?”, questionou. O edil garantiu que “não vi carta anónima” e considerou tal “uma coisa execrável”. Mas, “também não aceito que um vereador venha falar alto com insinuações”.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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