Novo andor da imagem de Nossa Senhora de Fátima Foto: mediotejo.net

Apesar da contestação dos hoteleiros e de uma reunião recente com a Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, afirmou numa sessão com jornalistas na terça-feira que a taxa turística sobre as dormidas nos hotéis do concelho é para avançar. O que está ainda em discussão, esclareceu, são os moldes em que esta medida vai ser aplicada. A taxa turística, em todo o caso, tem que passar pela aprovação final da Assembleia Municipal, que apesar de ser maioria PSD-CDS, já mostrou dúvidas quanto à proposta.

O presidente do Município de Ourém, Luís Albuquerque (coligação PSD-CDS Ourém Sempre), explicou que está definido que a taxa turística de Fátima será uma realidade, mas admitiu que o regulamento que está em consulta pública “pode ser melhorado” em colaboração com os hoteleiros.

“Estamos numa fase de concertar posições com os intervenientes e registo com agrado a disponibilidade de falarem com a Câmara. Após uma reunião, vamos avaliar as sugestões e definir o regulamento em concertação com todos os envolvidos”, precisou Luís Albuquerque.

O presidente da Câmara reiterou a sua “total abertura” para “melhorar o projeto” e garantir o “entendimento entre todos”.

Em comunicado de imprensa, a AHP aborda a reunião com o município, que decorreu a 17 de janeiro. Segundo refere, o encontro “contou com a presença de Cristina Siza Vieira, da Direção Executiva da AHP; José Miguel Marto e Jorge Heleno, hoteleiros de Fátima e membros dos órgãos sociais da mesma associação, foram debatidas soluções alternativas de financiamento que possam vir ao encontro da intenção da Câmara de melhorar o posicionamento do destino turístico Fátima e algumas medidas que estão em estudo para o efeito”.

“No final, a representante da AHP afirmou que «a AHP registou com agrado a abertura que os altos representantes do Município manifestaram, considerando muito produtiva a reunião. Concluímos que a Câmara Municipal não pretende avançar já com esta proposta, que terá de ser objeto de estudo profundo em comissão criada para o efeito, o que é um sinal muito positivo. Naturalmente – acrescentou a representante – a AHP manifestou-se disponível para, através dos seus representantes na região, integrar essa comissão»”, adianta.

Mas segundo o presidente da Câmara, “a taxa turística é para implementar, os moldes é que estão a ser discutidos”. “Foram expostas as diferentes posições, ficámos de voltar a falar para encontrar uma solução”, adiantou.

Há uma proposta alternativa, sugerida pelos hoteleiros, que é investir mais no parqueamento da cidade de Fátima, retirando daí os dividendos que se procura com a taxa turística. Luís Albuquerque salientou no entanto que a proposta é mais complexa que o que parece, uma vez que a GNR de Fátima mostra reticências em assumir essa fiscalização e, caso recuse em definitivo, terá que ser o município a financiar os fiscais, que precisam de uma certificação própria para este efeito.

A questão dos parquímetros também possui um histórico em Fátima, uma vez que muitos não funcionam e os instalados dentro do financiamento para o Sistema de mobilidade da Cova da Iria nunca chegaram efetivamente a trabalhar. Há ainda o facto dos extensos parques do Santuário de Fátima se manterem gratuitos.

Dentro desta temática, Luís Albuquerque avançou a informação que os parquímetros instalados na Avenida D.Nuno Álvares Pereira, em Ourém, começam a funcionar a 1 de fevereiro.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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