A Assembleia Municipal de Ourém aprovou na segunda-feira, 28 de junho, as contas de 2020, frisando-se a dívida de 6,5 milhões de euros, a mais baixa desde os inícios do século. Os documentos foram alvo, ainda assim, das críticas da oposição, que consideraram haver falta de estratégia. O presidente Luís Albuquerque (PSD-CDS) apontou o investimento de 13,6 milhões, um dos mais altos dos últimos anos, e garantiu que 2021 vai igualar estes valores. Frisaria, porém, que este aumento não está relacionado com o período eleitoral.
Na sessão intervieram o revisor oficial de contas, que deu o seu parecer positivo aos documentos, e o dirigente da secção financeira do município, Fernando Marques, que realizou a sua tradicional exposição em torno das receitas e despesas que marcaram o último ano.
Não obstante o município tenha terminado com um resultado líquido negativo no valor de 2 milhões, a dívida voltou a reduzir, encontrando-se atualmente nos 6,5 milhões. Os pagamentos estão em dia e ocorrem em menos de um mês.
Luís Albuquerque começou por destacar o aumento substancial das amortizações, que se traduziram em 11 milhões de euros. Frisou também que, a par da redução da dívida, o município atingiu os 13,6 milhões de investimento em 2020, um dos valores mais altos dos últimos anos.

As contas tiveram análise favorável da bancada do PSD, mas críticas do PS e do MOVE – Movimento Independente. Face a uma questão de Helena Pereira (MOVE) sobre o porquê deste aumento de investimento só se verificar em 2020, o presidente apenas referiu que este ano o montante será “igual ou superior” e “não é por ser eleições”.
Respondendo a outras dúvidas levantadas pela oposição, Luís Albuquerque reconheceu não estar contente com a execução de despesa, salientando os problemas que se têm verificado na adjudicação de obras, com os concursos a ficarem desertos. O Tribunal de Contas também apresenta alguma demora na resposta ao município, comentou.
As contas acabaram aprovadas por maioria sem discussão política significativa, com a abstenção do MOVE e de nove deputados do PS. Nuno Baptista (PS) considerou que o desenvolvimento do concelho está “refém das políticas partidárias” e esteve focado no período eleitoral de 2021.
Já Helena Pereira apontou a falta de estratégica e uma gestão focada sobretudo no equilíbrio orçamental, esquecendo as obras de fundo.
