A Assembleia Municipal de Ourém decorreu na segunda-feira, 20 de novembro, pela primeira vez no primeiro piso do antigo edifício dos Paços do Concelho. A ideia da transferência das sessões existia desde a inauguração da Câmara Municipal atual, em 2009, mas o executivo de Paulo Fonseca (PS) já desistira da mesma aquando a requalificação do velho edifício do Estado Novo. O novo presidente da assembleia municipal, João Moura (PSD-CDS), entendeu porém que o espaço existente oferece ainda assim melhores condições que o auditório municipal.
Mantém-se o problema do espaço apertado, embora com mais facilidade de movimentação, mas abre-se o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e o executivo municipal já tem lugares para se sentar, algo que não acontecia no auditório da nova Câmara Municipal, onde os vereadores tinham que se sentar junto do público. João Moura frisaria ainda a existência de mais conforto.
O novo presidente da Assembleia Municipal de Ourém (que recebe agora a sigla “amo”) já havia anunciado mudanças e não perdeu tempo a efetivá-las, com a primeira sessão efetiva da assembleia a realizar-se nos antigos Paços do Concelho, uma ideia que surgiu logo em 2009 mas que nunca chegaria a ser concretizada. “Não vai voltar a ser no auditório”, frisou João Moura ao mediotejo.net, mantendo-se no primeiro piso do velho edifício enquanto o salão no andar de rés-do-chão não estiver disponível.
Após a requalificação por meio de fundos do Portugal 2020, há um espaço de cinco anos em que a estrutura tem que ser usada para aquilo a que concorreu, caso contrário perde o financiamento. João Moura já enviou um ofício ao 2020 a explicar a necessidade de utilização do salão do rés-do-chão da antiga Câmara para a assembleia, não tendo ainda recebido resposta. Caso a entidade gestora dos fundos comunitários não aceite esta mudança de utilização, a assembleia terá que ficar no primeiro piso durante a próxima meia década.
Mas para João Moura há ainda assim melhores condições que no auditório municipal, onde “não há conforto, não há espaço para pessoas com mobilidade reduzida, não há espaço para o executivo”.
“Acho que demos uma tónica diferente em termos de documentos e meios de trabalho”, analisou o presidente sobre esta primeira sessão, prometendo mais transparência, inclusive para a comunicação social. Durante a assembleia foi ainda aprovada a emissão das sessões em direto para a plataforma online do município.
