Na última semana, os Bombeiros Voluntários de Fátima perderam duas ambulâncias de transporte de doentes: uma começou a arder na A23, outra teve um acidente em Lisboa. Os incidentes ocorreram no espaço de dois dias. Segundo o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fátima, Amorim Gonçalves, não há neste momento meios financeiros na corporação fatimense para substituir as viaturas, realizando-se o transporte de doentes com o apoio das ambulâncias de socorro.
No decorrer da cerimónia de aniversário dos 16 anos dos Bombeiros de Fátima, domingo, 30 de junho, a corporação benzeu uma nova viatura de transporte de doentes, financiada em parte pela junta de freguesia de Fátima. Os Bombeiros ficam assim com quatro ambulâncias de transporte de doentes e quatro ambulâncias de socorro, para além do veículo do INEM, para fazer face a este tipo de necessidades.
Quanto às duas ambulâncias perdidas na última semana, não há forma de a corporação as substituir, constatou Amorim Gonçalves, dado o grande investimento realizado recentemente para aquisição dos seis hectares de terreno para o novo quartel (valor final ficou em cerca de um milhão de euros, com apoio municipal em metade do montante).
Os veículos acidentados, explicou, tinham 14/15 anos e “muitos quilómetros, mas tinham o seu posto e fazem falta”. Uma perda, “em números redondos” face à idade das viaturas, de cerca de 90 mil euros, adiantou.
Sem querer avançar mais pormenores, o responsável comentou porém que em breve haverá mais novidades relativas à eventual substituição destas viaturas.
