Na sexta-feira, 3 de março, o encontro com a população de Alburitel, no concelho de Ourém, foi marcado por receios quanto à desertificação da freguesia e a necessidade de mais impulso económico. A estas preocupações, o presidente da junta, Elias Silva, deixou algumas palavras de esperança: apesar de ter-se notado alguma emigração, em 2016 nasceram 12 crianças, o que obrigou a aumentar o orçamento dos tradicionais apoios daquela freguesia a recém-nascidos.
Apesar de alguns problemas na divulgação do Encontro com a População, promovido pela Câmara de Ourém, a sede da Associação Cultural e Recreativa de Alburitel (ACRA) acabou por encher, com a possibilidade de acompanhar a sessão em direto através do site do município. Tanto Elias Silva como Paulo Fonseca recordaram os problemas mais prementes àquela autarquia: o destino a dar a escolas desativadas, a requalificação da extensão de saúde, a construção de passeios, as obras na estrada de Fungalvaz, a mudança de localização da junta de freguesia, entre outros.
Um dos moradores lembrou porém a necessidade de prender sobretudo as pessoas a Alburitel, notando-se um crescente despovoamento e cerca do dobro de mortes que de nascimentos nos últimos anos. “Alburitel decerto que teve um saldo natural negativo”, constatou.
Elias Silva admitiu que a “emigração notou-se”, mas deixou uma palavra de tranquilidade. A freguesia tem por hábito oferecer um valor de 500 euros a recém-nascidos e no último ano foi surpreendido por 12 bebés, o que obrigou ao aumento o orçamento inicial. “Não há essa desertificação que se nota”, comentou, estando a autarquia também a receber pessoas.
Outra questão levantada foi relativa à revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), que dificultou a construção por todo o concelho. O vereador Nazareno do Carmo, presente na ocasião, esclareceu que a revisão do PDM encontra-se neste momento a percorrer um conjunto de 24 entidades para aprovação final.
