Peço antecipadamente desculpa se vos induzi em erro com o título desta crónica e aviso-os que se estão à espera que escreva sobre o melhor do mundo que está na ordem do dia, podem desde já deixar de ler e mudar de publicação.
O melhor do mundo por trás deste título é inspirado em Fernando Pessoa e adaptado à minha realidade. Refiro-me obviamente às crianças… e neste caso, às minhas crianças, porque elas sim, são de facto o melhor do mundo… do meu mundo!
Mesmo quando erram “passes” ou não acertam na “baliza”, mesmo quando fazem “faltas” e levam “cartões amarelos”, mesmo quando falham “penaltis” ou “perdem” jogos, continuam a ser o melhor do mundo e a fazer-me sentir um vencedor. É assim e sempre assim será…
Porque o melhor do mundo tem que ser o melhor da vida e é na ingenuidade pura e genuína por trás do sorriso das minhas crianças que se encerram os sentimentos mais nobres que nascem de forma espontânea sem necessidade de se explicar, apenas sentir!
O melhor do mundo que renova a esperança, que dá novas forças e que afasta para bem longe o pior do mundo. O melhor do mundo que está “ali” e que me faz querer estar ao seu lado, incondicionalmente, sem reservas nem porquês. Observando-as, vendo uma cumplicidade que vai crescendo de forma natural e que dá uma dose extra de felicidade ao melhor do meu mundo.
Apesar das preocupações, das ansiedades, dos receios, das dúvidas, da necessidade de manter o instinto permanentemente protetor, mesmo que “chova lá fora”, enquanto o melhor do mundo continuar a fazer parte da minha vida, o “sol brilhará cá dentro”.
Renovo o meu pedido de desculpas pelo facto do meu egoísmo ter ofuscado o melhor do mundo, mas se não seguiram o meu conselho e continuaram a ler até aqui, entendem que em coerência, “elas” é que são de facto o melhor do mundo… mesmo que sejam “apenas” o melhor do meu mundo.
