Desde sempre fomos desafiados a tomar posições. Nos tempos que correm esse “convite” é ainda mais frequente. Nem sempre estaremos do lado certo mas isso não tem forçosamente de ser sinónimo que estamos do lado errado. Nesta matéria nem tudo será linear e muitas vezes estaremos do lado certo pelos motivos errados e o contrário também será verdade. E também haverá quem esteja do lado certo com os motivos certos mas de forma errada.

Apesar de muitas vezes negligenciada, a forma é importante, diria mesmo fundamental e pode inclusivamente fazer-nos perder a razão quando a razão nos assiste.

A forma é distintiva, e ainda que do lado errado pelos motivos errados, se usada com elegância, elevação e respeito, ela será sempre respeitada e permitirá que esse respeito se projete sobre quem está do lado errado pelos motivos errados.

Seja como for, é importante tomar posição. Deixarmo-nos ficar no meio, abstermo-nos ou não termos opinião será sinónimo de falta de informação, falta de vontade ou eventualmente de falta de coragem.

A forma como o fazemos, diferencia-nos. O respeito pelo outro lado, distingue-nos.

É por isso que me identifico com oposições que ajudam a construir ao contrário das tradicionais que se limitam a destruir. Porque uma oposição que ajuda a construir passa uma mensagem cristalina de responsabilidade e prova que merece o respeito e a oportunidade de passar para o outro lado, dando conteúdo e rigor à diferença entre alternativa e alternância.

Talvez seja por isso que a realidade se apresenta nos antípodas deste cenário porque a forma tem por base a educação e a gritante perda de valores a que assistimos diariamente guia-nos com falta de respeito em direção ao oportunismo daqueles que se chegam à frente tentando afastar os poucos que ainda resistem em querer lá estar sem baixar a fasquia da exigência, da competência e da responsabilidade.

Mas enquanto houver quem se preocupa com a forma, estarei menos preocupado com o lado e o seu motivo e continuarei a ter esperança no futuro. Acima de tudo, num futuro melhor.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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