Foto: Jarmoluk, Pixabay

Por princípio não gosto de escrever sobre futebol. É uma paixão que pode colidir com as mesmas paixões de outras pessoas e, devido a esse facto, normalmente cai-se, rápida e facilmente numa irracionalidade que retira lucidez e urbanidade.

No entanto, apesar de estar consciente dos riscos associados, porque este espaço de opinião também tem como objetivo ajudar a refletir e provocar reações, “salto” para fora da minha zona de conforto e abro a tampa de uma caixa que, espero, não replique o episódio de Pandora.

Desde sábado que há em Portugal um novo campeão de futebol. Termina assim um ciclo de 4 anos que não conseguiu manter a qualidade, a competência e a organização para dar continuidade às conquistas recentes.

Enquanto adepto apaixonado deste desporto, não posso deixar de me regozijar pela transparência desta vitória. Contrariando a tendência dos últimos anos, esta foi a vitória da competência, do trabalho, da liderança e da vontade. E vitórias assim só podem credibilizar um desporto que gera paixões tão exacerbadas.

Esta é de facto a vitória mais consensual dos últimos anos. Assumida pelos vencedores, aceite pelos vencidos. Mesmo que nos possamos confundir, parecendo ver vencidos do lado dos vencedores.

Não me refiro obviamente aos verdadeiros adeptos, àqueles que o são do desporto e não apenas dos seus clubes. Refiro-me aos outros, àqueles adeptos que normalmente, antes de serem do seu clube são contra o clube rival.

Voltando ao campeão, foi de facto a vitória do trabalho, da competência e da liderança tendo havido a capacidade para reunir o que não se tinha e assim conseguir fazer “omeletes sem ovos”.

Foi também a derrota dos outros. Daqueles que de forma arrogante, menosprezaram os adversários, acreditando que, mesmo delapidando ativos, o sucesso passado garantia as vitórias futuras. E também daqueles que, na minha opinião, tinham as melhores condições para voltar à glória que teima em fugir há demasiado tempo, mas, repetindo erros passados, não conseguiram gerir na sua estrutura o equilíbrio entre egos insuflados e cultos de personalidade demasiado vincados.

Entre factos e ironias que são de facto factos, cai o pano sobre mais uma temporada de futebol em Portugal. Glória aos vencedores, honra aos vencidos. Os verdadeiros adeptos percebem-me. Porque há vida para lá das derrotas mas, acima de tudo, tem que haver honra antes das vitórias.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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