O Instituto Politécnico de Tomar (IPT) passou este sábado, 1 de agosto, a designar-se oficialmente Universidade Politécnica de Tomar (UPT), concretizando uma mudança sustentada pela acreditação máxima atribuída pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.
“A obtenção da acreditação máxima constitui um momento de satisfação para o Politécnico de Tomar. Confirma a consistência do nosso projeto institucional e distingue o trabalho desenvolvido por toda a comunidade académica ao longo dos últimos anos”, afirmou o presidente do IPT, João Coroado.
A acreditação, concedida por seis anos e sem qualquer condição, corresponde ao mais elevado nível de reconhecimento atribuído pela A3ES e resultou da avaliação da qualidade da oferta formativa, da investigação, da qualificação do corpo docente, da internacionalização, da governação e da ligação à sociedade.
“Iniciamos um novo ciclo institucional, mantendo a aposta na qualidade da formação, na investigação aplicada, na internacionalização e na colaboração com empresas, organizações e instituições”, acrescentou João Coroado.
A nova designação decorre da reforma do ensino superior aprovada em 2023, que permite aos institutos politécnicos acreditados institucionalmente adotarem a designação de Universidade Politécnica, mantendo, contudo, a sua identidade própria, assente na formação prática, na investigação aplicada, na inovação e na estreita ligação às empresas e ao território.
Para o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, trata-se de “um momento histórico para a instituição e um motivo de grande orgulho para o concelho”, considerando que a nova designação “reconhece a qualidade, a exigência e o trabalho desenvolvido ao longo de décadas por toda a comunidade académica”.
O autarca defende que esta evolução permitirá afirmar ainda mais Tomar como “cidade de conhecimento, inovação e oportunidades”, contribuindo para atrair e fixar jovens e profissionais qualificados, reforçar a qualificação do território e estreitar a colaboração entre a universidade, o município, as empresas e as restantes instituições da região.

Mais do que uma mudança de designação, a transformação em Universidade Politécnica reforça a projeção nacional e internacional da instituição, potenciando a atração de estudantes, docentes, investigadores, projetos de investigação, parcerias e investimento.
Este novo ciclo institucional coincide com um período de forte investimento nas infraestruturas da instituição, destacando-se a construção do novo campus da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), no Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes.
A empreitada, promovida pelo Município de Abrantes, representa um investimento de cerca de oito milhões de euros, financiado pelo Fundo para uma Transição Justa, e permitirá concentrar todas as valências da ESTA num único espaço, com capacidade para acolher cerca de mil estudantes, incluindo salas de aula, laboratórios, biblioteca, espaços de estudo e convívio, serviços académicos, posto médico e uma nova cantina.

O reforço das infraestruturas será acompanhado pela entrada em funcionamento de novas residências estudantis em Abrantes e em Tomar, aumentando a oferta de alojamento e criando melhores condições para captar estudantes nacionais e internacionais.
Para a Universidade Politécnica de Tomar, estes investimentos antecipam as necessidades decorrentes da nova dimensão institucional e deverão contribuir para consolidar o Médio Tejo como um polo de ensino superior, investigação e inovação, num território que procura responder aos desafios demográficos através da qualificação dos recursos humanos e da criação de novas oportunidades de desenvolvimento.

Com origem em 1973 e constituído na configuração institucional atual desde 1997, a agora denominada Universidade Politécnica de Tomar integra os campus de Tomar e Abrantes, onde funcionam a Escola Superior de Gestão de Tomar e as Escolas Superiores de Tecnologia de Tomar e de Abrantes.
A Universidade Politécnica de Tomar conta atualmente com cerca de dois mil estudantes e ministra cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, mestrados e doutoramentos, repartidos pelos campus de Tomar e Abrantes.

