A nova creche municipal de Abrantes, com capacidade para 107 crianças e mais de dois milhões de euros de investimento, abre inscrições nos dias 14 e 15 de setembro, numa altura em que o município fez um ponto de situação de vários investimentos em curso.
O Centro Infantil João de Deus, instalado no antigo edifício da Escola Básica n.º 2, na Rua António Botto, será gerido pela Associação de Jardins-Escolas João de Deus, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a quem a Câmara cedeu as instalações através de contrato de comodato.
As inscrições decorrem no próprio equipamento no dia 14, entre as 14:00 e as 18:00, e no dia 15, das 10:00 às 17:00, sendo gratuitas todas as vagas a disponibilizar.
Na reunião do executivo municipal de terça-feira, o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), disse estar em curso a articulação entre a Associação de Jardins-Escolas João de Deus e a Segurança Social para que a creche possa entrar em funcionamento “o mais rápido possível”.
O autarca estimou que o equipamento, quando atingir a capacidade máxima de 107 crianças, possa representar a criação de cerca de 25 postos de trabalho.

A obra está concluída, mas Valamatos chamou a atenção para a reduzida comparticipação comunitária, afirmando que o financiamento não chega aos 25% de um investimento superior a dois milhões de euros.
O ponto de situação das obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foi suscitado pela vereadora Ana Oliveira (PSD), que questionou o executivo sobre a situação dos projetos após o marco de 31 de agosto.
Na resposta, Valamatos indicou que Abrantes tem investimentos de cerca de 17 milhões de euros no âmbito do PRR, dos quais 15 milhões com financiamento assegurado, admitindo que as comparticipações possam ainda aumentar.
Entre os investimentos ainda em obra estão a residência de estudantes e a USF dos Plátanos, que, segundo o presidente, atingiram a situação de “conclusão substancial”, permitindo manter o respetivo enquadramento no PRR sem necessidade de recorrer a outras fontes de financiamento.

O autarca incluiu ainda no balanço os investimentos em habitação a custos acessíveis no Rossio ao Sul do Tejo, Tramagal e centro histórico de Abrantes, afirmando que ficaram concluídos ou alcançaram igualmente a situação de “conclusão substancial”, com uma exceção.
Trata-se do edifício da antiga galeria, no centro histórico, cuja intervenção acumulou atrasos devido, entre outros fatores, a achados arqueológicos e aos efeitos da depressão Kristin. Para esta obra, a autarquia pretende procurar financiamento através do Portugal 2030 ou do Banco Europeu de Investimento.
Obras nas estradas
Fora dos investimentos do PRR, a reunião permitiu também atualizar intervenções na rede rodoviária, entre elas a requalificação da estrada entre Amoreira e Martinchel, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin.
A empreitada foi adjudicada à empresa Diamantino Jorge & Filho, S.A., por cerca de 261 mil euros, acrescidos de IVA, estando a estrada encerrada ao trânsito durante a execução dos trabalhos.
Questionado pelo vereador João Morgado (PSD) sobre outras situações na rede nacional, Valamatos referiu ainda a intervenção prevista pela Infraestruturas de Portugal (IP) no Espinhaço de Cão, na EN2, e problemas nos acessos à ponte rodoviária de Abrantes e na estrada nacional 118, na zona do Tramagal.
Segundo a informação transmitida pelo presidente na reunião, a IP considera prioritária a intervenção no Espinhaço de Cão e deverá avançar posteriormente para as situações na zona do Tramagal e junto à ponte rodoviária de Abrantes.

No caso do Espinhaço de Cão, foi apontado um investimento na ordem de 1,27 milhões de euros, com um prazo de execução de cerca de 120 dias e previsão de avanço no último trimestre do ano.
A intervenção destina-se à estabilização da zona afetada na EN2, onde se registaram problemas no talude, estando previsto que os trabalhos decorram com condicionamentos à circulação, mas sem necessidade, segundo a informação disponível, de encerramento integral da estrada.
A Câmara indicou ainda que acompanha junto da Infraestruturas de Portugal as restantes intervenções consideradas necessárias na rede nacional que atravessa o concelho.
