Pego das Cancelas, em Vila de Rei. Fotografia: mediotejo.net

“Ao Sabor do Vento”, pelo compositor Hugo Vasco Reis, tem como ponto de partida uma recolha de sons para a criação de cinco obras baseadas em paisagens sonoras associadas a cada um dos municípios do território do FÔLEGO: Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei.

Cada um dos municípios receberá uma sessão única e de entrada livre, proporcionando uma paisagem sonora única, que o público é convidado a descobrir, numa “simbiose entre a evolução de um ecossistema e a prática artística”.

Recorde-se que o projeto FÔLEGO – programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas – desenvolve-se entre Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei, no centro de Portugal.

O nome FÔLEGO surge da associação do território ao fogo – mas também ao ar, necessário à combustão e à vida – e o programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. Este projeto terá intervenções no território entre 2021 e o verão de 2023.

Privilegiando o envolvimento da comunidade local em torno de um futuro saudável e consciente, resulta numa programação cruzada entre áreas artísticas: artes plásticas, dança, fotografia, música, novo-circo, novos media e teatro. O eixo principal passa pela arte participativa e comunitária, em relação próxima com as populações, promovendo a mobilidade de públicos e artistas locais, nacionais e internacionais.

“O FÔLEGO aliará as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima em várias frentes – não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática”, refere-se, em jeito de manifesto, sobre esta programação cultural intermunicipal.

Selecionado para financiamento no quadro EEA Grants, Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o projeto é promovido pela Academia de Produtores Culturais, em parceria com Mapa das Ideias, H2Dance e Heidi Ruustgard (Noruega), Universidade da Islândia, Associação Pinhal Maior e os cinco municípios – Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila-de-Rei – atuando num esforço coordenado entre dezenas de instituições locais, nacionais e internacionais, de caráter governamental e não-governamental.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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