Com uma “almofada de tesouraria” de reserva, para fazer face a obras a arrancar em breve, e sem dívidas a fornecedores, as contas de 2021 da Câmara da Chamusca foram aprovadas pelo executivo de maioria socialista, com abstenção da vereadora da CDU. Coube ao presidente da Câmara apresentar os resultados financeiros relativos ao ano transato, tendo destacado a execução de mais de 92 por cento na receita, no valor de 17,9 milhões de euros e uma execução de 59,5 por cento na despesa, a que corresponde 11,5 milhões de euros.
O saldo de gerência foi de 6,4 milhões que, segundo Paulo Queimado (PS), traduz uma gestão feita de modo a conseguir-se uma almofada de tesouraria para as grandes empreitadas que se avizinham, como seja a requalificação da escola-sede, a regeneração urbana e o centro de saúde.
A dívida total no final do ano foi de 381 mil euros, mas o seu limite pode ir até 14,6 milhões de euros, uma margem de endividamento que o executivo espera não atingir.
Feitas as contas, há a registar um resultado líquido negativo em 374 mil euros que, segundo o autarca, se deve ao facto de ter sido imputada uma verba de 630 mil euros por causa das obras no centro escolar.
O documento foi aprovado por maioria, com a abstenção da vereadora da CDU, Gisela Matias.
Compete agora à Assembleia Municipal, que reúne dia 28, ter a palavra final acerca destes números.
