O Movimento pelo Tejo – proTEJO, manifestou hoje o seu apoio ao ambientalista Arlindo Marques, conhecido como o “guardião do Tejo”, alvo de um processo movido por uma empresa de celulose, tendo afirmado repudiar o que considera ser um “ato de intimidação”.
“Repudiamos este ato de intimidação que tenta condicionar o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião e que vem somar-se a outros que têm vindo a ocorrer sobre ambientalistas que prestam um serviço público de elevada valia e respeitabilidade ao denunciarem as ações de uns poucos que muito têm contribuído para a degradação o rio Tejo e seus afluentes”, pode ler-se no comunicado do movimento ambientalista, com sede em Vila Nova da Barquinha.
“O proTEJO – Movimento pelo Tejo teve conhecimento que Arlindo Consolado Marques, seu membro e secretário da mesa do Conselho Deliberativo, está a ser alvo de uma ação interposta pela empresa CELTEJO – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., pertencente ao Grupo ALTRI, por ofensas à sua credibilidade e bom nome em consequência das denúncias que o mesmo tem feito e divulgado nas redes sociais sobre a poluição do rio Tejo, reclamando o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros”, escreve o proTEJO, em comunicado assinado pelos seus dois porta-voz, Paulo Constantino e José Moura.
“Consideramos que esta ação contra o Arlindo Consolado Marques é uma ação contra este movimento e contra todos os cidadãos de Portugal e Espanha que se preocupam com o rio Tejo”, pode ler-se no documento, que observa que “Arlindo Consolado Marques é um cidadão que tem prestado bons serviços à sociedade e ao ambiente sendo um verdadeiro “guardião do rio Tejo” ao denunciar a poluição do rio Tejo e sendo a voz e os olhos vigilantes das populações ribeirinhas e de todos aqueles que se preocupam com o rio Tejo”.
“Solidarizamo-nos com Arlindo Consolado Marques comprometendo-nos a tomar todas as diligências para que este não seja condenado por exercer a sua cidadania e para que a ação interposta pela Celtejo seja uma oportunidade para um cabal esclarecimento sobre as responsabilidades pela poluição do rio Tejo”, acrescenta, tendo afirmado ser “lamentável que a Celtejo venha fazer de bode expiatório este simples cidadão sem meios para fazer frente a este gigante da indústria e não tenham sido interpostas ações judiciais contra políticos, deputados e outras figuras públicas”.
O proTEJO e todas as organizações da Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, em Portugal e Espanha, continua, “darão todo o apoio a Arlindo Marques, quer moral, para que tenha força e coragem para continuar o seu válido contributo para as comunidades ribeirinhas, quer de cidadania, contribuindo para que este incidente sirva de exemplo para quem pense enveredar pela via da intimidação”, conclui.
