“Foi dado início ao trabalho de organização de um evento com muita importância, que vai decorrer na Península Ibérica em 2019, em Madrid – o Fórum Social Mundial Antinuclear, que decorreu em 2017, em Paris. Já está aprovada a sua realização”, disse o dirigente da associação ambientalista Quercus e coordenador nacional do MIA Nuno Sequeira.
O grupo coordenador do MIA Portugal esteve hoje presente na 3.ª assembleia geral do movimento antinuclear, que se realizou em Cuenca (Espanha) e onde foi discutido e aprovado o modelo organizativo, foi feito o balanço de 2017 e foi debatido o plano de atividades para o próximo ano.
“Foi feito aqui um debate com vista a definir um programa de atividades para 2018. Aquilo que foi aprovado foi a continuação da luta antinuclear nos dois países, com a realização de ações descentralizadas de mobilização, como forma de continuar a sensibilizar as populações para este grave problema do nuclear”, frisou.
O representante explicou ainda que outro dos objetivos do MIA passa por forçar os Governos de Portugal e de Espanha a tomarem posições que levem ao encerramento, no mais curto espaço de tempo, das centrais nucleares espanholas, nomeadamente a de Almaraz, que é a mais antiga.
“Queremos também pressionar os Governos no sentido de não permitir o avanço de outros projetos ligados ao nuclear que teriam impactos transfronteiriços grandes, como, por exemplo, as minas de urânio de Retortilho, perto de Salamanca (Espanha), e o armazenamento de resíduos nucleares que estão previstos para alguns locais em Espanha, perto da fronteira [portuguesa]”, sustentou.
O ambientalista realçou também que todas as organizações do MIA consideram inaceitável o adiamento negociado entre Portugal e Espanha que permite que as centrais nucleares vejam alargado o prazo para pedirem a renovação das suas licenças.
“Entendemos que é imprescindível continuar a luta contra o nuclear, sensibilizando as populações e forçando os Governos a alterar esta posição e a tomar medidas para o encerramento das centrais no mais curto espaço de tempo possível”, referiu.


