MOSTRA leva “Guarda-Rios”, guitarra portuguesa e danças do mundo a Abrantes e Fontes. Foto: JMG

A MOSTRA – Encontro de Artes em Espaço Rural prossegue este fim de semana com programação na cidade de Abrantes e em Fontes. “Guarda-Rios”, de José Martinho Gaspar, a guitarra portuguesa de Pedro Moura e uma oficina de danças do mundo marcam os dois últimos dias da edição deste ano.

A programação regressa este sábado, 03 de outubro, ao Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida, em Abrantes, onde, às 15h00, é apresentado “Guarda-Rios”, livro de José Martinho Gaspar centrado nas transformações da educação nas comunidades locais antes e depois do 25 de Abril.

A sessão, com apresentação de Carla Dias, é acompanhada pela projeção de fotografias de João Jerónimo sobre o trabalho desenvolvido pelo artista Anacleto Guia.

Segue-se, às 16h30, “Guitarra Portuguesa”, concerto com Pedro Moura.

Pedro Moura leva ‘Guitarra Portuguesa’ à MOSTRA. Foto: Fundação Inatel

A edição deste ano encerra no domingo, 04 de outubro, no Miradouro das Fontes, junto à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção. A programação começa às 15h00, com nova apresentação de “Guarda-Rios”, por Carla Dias, acompanhada por uma exposição de fotografias de João Jerónimo sobre o trabalho de Anacleto Guia.

Às 16h30, Marta Coutinho orienta a oficina “Danças do Mundo Criativas”, proposta que percorre tradições, ritmos e movimentos de diferentes países.

A MOSTRA decorre este ano em cinco dias, repartidos entre 25 e 27 de setembro e 03 e 04 de outubro, e alargou a programação a Água das Casas, Matagosa, Abrantes e Fontes.

Abrantes e Fontes fecham edição da MOSTRA com literatura, música e dança. Foto: Mundo em Rebuliço

O primeiro fim de semana incluiu um encontro de artistas residentes do Plano Nacional das Artes das regiões do Médio Tejo e Oeste, a oficina e baile “Bule-Bule – Novas Danças Tradicionais”, o concerto “Azul Assim Apenas”, de MOURA, o lançamento de “Guarda-Rios” e o espetáculo “Projetar o Souto”, pelo Grupo de Teatro Comunitário do Souto.

Depois de uma edição experimental, denominada “Ano Zero”, em 2024, e da Mostra de Água das Casas realizada em 2025, o projeto assumiu este ano a designação MOSTRA – Encontro de Artes em Espaço Rural e uma maior abrangência territorial.

Com curadoria de Filipa Francisco, a iniciativa é promovida pela associação Mundo em Reboliço e procura aproximar artistas, habitantes e territórios através de propostas de dança, música, teatro, edição, artes visuais, oficinas e encontros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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