A 5.ª edição do Mons’Arte – Mostra de Artes e Ofícios, está a decorrer até domingo em Monsanto, concelho de Alcanena, com música, conversas entre gerações, gastronomia e trabalhos de artistas e artesãos da freguesia, numa iniciativa que procura valorizar a criatividade, as tradições e a identidade local.
O programa de sábado prossegue ao final da tarde com uma conversa aberta entre diferentes gerações, momentos musicais e jantares no recinto, seguindo-se um café-concerto e uma festa que prolonga a animação pela noite. A conversa “No meu tempo é que era bom” é apresentada como uma partilha entre monsantenses de várias gerações sobre antigos costumes, histórias e tradições da terra.
A partir das 18h00 abrem os jantares, a cargo do Clube de Caçadores de Monsanto, à mesma hora em que Henrique Pinto apresenta um momento musical de harmónica. Meia hora depois, às 18h30, tem início um café-concerto com Telmo Lourenço e convidados.
O programa deste sábado começou às 14h00 com a abertura da exposição e prosseguiu às 14h45 com uma atuação da Bandinha Mirense. A noite termina às 23h30 com uma after party d’A Torre, animada por MR. Lopez.
No domingo, último dia do Mons’Arte, a programação arranca às 10h00 no Lagar do Lobo, com os Mons’Artistas de Palmo e Meio, iniciativa dedicada às crianças e à expressão artística dos mais novos.
Ao meio-dia abrem os almoços, novamente assegurados pelo Clube de Caçadores, seguindo-se às 12h30 uma tertúlia fadista com Vânia Mina e convidados. O encerramento da exposição está marcado para as 17h00.
Ao longo de todo o evento permanecem no espaço vários artistas residentes, permitindo aos visitantes conhecer trabalhos e criadores ligados à freguesia.
Promovido em Monsanto, o Mons’Arte chega este ano à quinta edição com a ideia de transformar o espaço do Mercado de Monsanto num ponto de encontro entre criação artística, memória e identidade comunitária. Consulte o programa completo AQUI.
A freguesia conserva várias tradições artesanais, com referências históricas à produção de vassouras e piaçabas de palma, velas, artigos em pele e trabalhos em pedra, além de produtos gastronómicos como azeite, mel, licores, aguardentes, broas e bolos de noiva.

Monsanto integra o concelho de Alcanena desde 1914 e situa-se em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, mantendo também ligações históricas à agricultura, à produção de azeite e figo e às indústrias de curtumes, vassouras e velas.
A edição deste ano arrancou na sexta-feira com uma iniciativa intergeracional no Anfiteatro do Peão, envolvendo avós, netos, o Jardim de Infância de Monsanto e o centro de acolhimento “A Casinha”, numa tarde dedicada à recuperação de costumes antigos.
O evento é promovido pela comunidade local, com participação da Junta de Freguesia de Monsanto e de associações e instituições da terra, numa programação distribuída entre o Mercado de Monsanto e outros espaços da freguesia.

