Semana Santa do Sardoal. Foto: Paulo Jorge de Sousa

As missas deste Domingo de Ramos vão contar em algumas paróquias da região do Médio Tejo com a transmissão online das respetivas Eucaristias, nomeadamente de Abrantes, Sardoal e Santuário de Fátima, celebrações religiosas integradas nas celebrações da Semana Santa e que, pela primeira vez na história, vão decorrer sem peregrinos, à porta fechada, sendo estas transmitidas pelos meios de comunicação social e meios digitais.

“A pandemia provocada pelo coronavírus e o consequente estado de emergência em que se encontra o país, e grande parte do mundo, obrigou a Igreja a suspender alguns dos ritos destas celebrações, impondo que todas elas decorressem sem assembleia”, justifica o Santuário de Fátima, em comunicado.

O Padre Adelino Cardoso, das paróquias de Tramagal, Pego, São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, (Abrantes), vai transmitir as cerimónias religiosas às 11:30 deste domingo na página no Facebook criada para o efeito e denominada ‘paróquias do Padre Adelino Cardoso’.

O Padre Carlos Almeida, por sua vez, responsável pelas paróquias de Sardoal, Valhascos Alferrarede e Rio de Moinhos, arrancou com as transmissões online na sua página pessoal no início da Quaresma e para este Domingo de Ramos o religioso anunciou que a missa é transmitida às 11:00.

No Santuário de Fátima, por sua vez, a missa do Domingo de Ramos será presidida pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima, António Marto, e transmitida em www.fatima.pt, no Facebook, no Sapo, no Meo Kanal 707070 e na TV Canção Nova, com interpretação em língua gestual portuguesa.

“A vigília pascal, a celebração mais importante deste ciclo litúrgico, será celebrada com as mesmas disposições quanto à ausência de fiéis, dentro da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”, sublinha o Santuário, em comunicado, acrescentando que todas as celebrações do tríduo pascal serão presididas pelo reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas.

“Nestes tempos difíceis, deve ecoar no mais íntimo do nosso ser a expressão que mais vezes aparece na Sagrada Escritura: “não tenhais medo”. É um grito de confiança e de esperança. Jesus Cristo disse: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. É esta certeza que nos deve animar e confortar espiritualmente”, escreveu, por sua vez, o padre Adelino Cardoso, com votos de “continuação de Santa Quaresma” que “certamente, ficará marcada nas nossas memórias até à eternidade!”

Fátima | Aniversário da morte de Francisco Marto celebrado à porta fechada

O Santuário de Fátima assinalou este sábado o centésimo primeiro aniversário da morte de Francisco Marto, que foi canonizado em 13 de maio de 2017, com uma celebração à porta fechada, devido à covid-19.

“Serão recordados a vida e os traços da espiritualidade do pequeno vidente de Fátima através de uma leitura atenta de um excerto da Quarta Memória, escrita pela sua prima, irmã Lúcia de Jesus”, explica o santuário.

A celebração decorreu na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima tendo sido transmitida em www.fatima.pt, no canal do Youtube e na página do Facebook.

“São Francisco Marto, cuja iconografia o apresenta de carapuço na cabeça e jaleca curta, com o cajado e o saco do farnel ao pescoço, nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado em 20 de junho na Igreja Paroquial de Fátima”, recorda o santuário.

Quando tinha oito anos, “começou, com a sua irmã Jacinta, a pastorear o rebanho dos seus pais pela zona da Cova da Iria, local onde, juntamente com a prima Lúcia, viriam a testemunhar as aparições, durante as quais podia apenas ver, sem ouvir ou falar”, acrescenta.

O Santuário de Fátima lembra que, “a 18 de outubro de 1918, pouco mais de um ano depois da última aparição, Francisco adoece, vítima da epidemia da gripe pneumónica que assolou o país, também conhecida por gripe espanhola”, acrescentando que acabou por morrer a 04 de abril do ano seguinte.

Francisco e a irmã Jacinta foram canonizados no Santuário de Fátima, a 13 de maio de 2017, durante a Missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo papa Francisco, e tornaram-se “nos mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica”, acrescenta.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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